sábado, 19 de setembro de 2009

TERRAS DE ALÉM TEJO - Vila de Mora – Fluviário

É, hoje, o espaço de maior atracção, o Fluviário. Devidamente anunciado na circular que dá acesso ao centro de Mora, situa-se na freguesia de Cabeção, ali, a poucos quilómetros da vila.




Ocupa uma área de cerca de 2300 m²






e alberga, em espaçosos aquários, centenas de exemplares de 70 espécies de peixes (e outros) trazidos de rios e albufeiras para ali se mostrarem vivos como escola activa a quem quiser saber mais do que apreciá-los ao almoço ou jantar!






O espaço contíguo proporciona uma estadia saudável. Quem assim o entender, pode adquirir lembranças, matar a sede no bar e, até, apanhar um pouco de sol no arejado Açude do Gameiro.

Ouve lá esta, ó Velho Livreiro: vem a gente descansados da vida, contentes com a visita ao Fluviário e, depois de galgar a estreita ponte que nos separa da outra banda do Açude, já a meio dos terrenos da Santa Casa, zás!, atravessam-se-lhe à frente dois listados (javalis pequenos). Sair do carro e apontar a máquina, por mais rápido que tenha sido, só deu para os apanhar a esconderem-se numa ceara de milho.




Dizem que é raro encontrar javardos por estas bandas. Mas acontece!


Toma!


Olegário Paz

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

TERRAS DE ALÉM TEJO - Vila de Redondo

Sei de um tipo que decidiu ir fornecer-se de vinho à Cooperativa Vinícola do Redondo. Foi, fundado na conversa de amigos dos copos: lá, compras vinho do bom e mais barato. Trouxe meia dúzias de caixas do que diziam ser de qualidade acima do corrente. Passados alguns dias fez uma coisa típica de masoquistas, passou na secção de vinhos do hiper-mercado Continente e foi ver os preços. Verificou, então, que o tal vinho de ‘qualidade acima do corrente’ se vendia ali por metade do preço! Uma coisa é o negócio do vinho, outra é o ‘engenho e a arte’ das flores de papel com que, de dois em dois anos, o povo engalana as ruas da sua vila, nada ficando a dever a Campo Maior, por exemplo. E com que assuntos, meu velho livreiro!



Uma rua com o abecedário completo a convidar ao prazer da leitura e da escrita:


E, entre tantas, esta rua dedicada à magia de contos e rimances tradicionais:



A Carochinha do João Ratão.


E o Capuchinho Vermelho.

E muitas outras histórias.

Obrigado, povo do Redondo!
Olegário Paz

Somos Construtores do Tempo

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Perguntam-me muitas vezes o que é a poesia

respondo-lhes que a poesia é uma casa
habitada de palavras __ onde cada palavra
é uma janela aberta

respondo-lhes que a poesia é uma ponte
que encurta as distâncias que separam os homens

respondo-lhes que escrever um poema
é como atravessar um deserto __ que a escrita
é um caminho onde aprendemos a conhecer-nos
onde nos questionamos e recrudescemos

o que não lhes digo __ é que muitas vezes
a poesia é tão só __ a coragem de escrever o silêncio.

Fernando Paulino