Se a escolha de um dia para o Dia Mundial do Livro fosse nossa,
acharia mal escolhido o 23 de Abril. Muito perto do nosso 25, o dia da insuperável lembrança para quem, em 1974, o viveu bem dentro do mundo dos livros e da imprensa, carregando as limitações de escrita e de leitura do País do antes e crente na Liberdade que via nascer para o sonho de um país culto e desenvolvido.
Ocupado com o dia a dia e atento à comemoração do Dia Mundial do Livro aqui na livraria, o Livreiro Velho estava distraído e em risco de falhar este ano ao rito a que não falha há mais de duas décadas: ler pelo 25 de Abril Terra e Mar, Vistos do Ar de Sidónio Muralha.
Já cá está sobre a secretária! Devo-o à mãe que esta tarde ajudei a escolher um livro para o filho de oito anos.
Para o filho achou mais adequado levar o Helena e a Cotovia, também de Sidónio Muralha e o Mistérios de Matilde Rosa Araújo. Fiquei todo contente e admirei a sensibilidade e cuidado da sua escolha. Não sei é se cheguei a transmitir com suficiente clareza o meu agradecimento pelo favor que lhe fiquei a dever. Como me sentiria depois, se me tivesse esquecido de reler«um canto na madrugada» que termina assim:
«- Não se esqueçam. Nunca se esqueçam! A terra também pertence àqueles que ainda estão por nascer»?
L. V.
P. S.
Não tenha eu levantado alguma dúvida!!! O 23 de Abril, Dia Mundial do Livro, é mesmo para comemorar cá na livraria. E a comemoração do Dia da Liberdade até lhe dá asas! O amigo das crianças em Terra e Mar Vistos do Ar é um aviador que oferece aos seus amiguinhos uma viagem aérea sobre Portugal. O Portugal da esperança generosa de Sidónio Muralha nas novas gerações.
O L. V. está certo de que sexta-feira, pelas 21,30h., aqui na livraria e em seu País de Abril, a comemoração do Dia Mundial do Livro será, na sua simplicidade, um serão muito agradável. A porta vai estar aberta para quem quiser participar.
L. V.

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