quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

BONS TEMPOS! E TÃO JOVENS! E O FUTURO TODO QUE HOJE ESTE LIVRO CONTA!

IGUAL

SE CONSEGUISSES
VOLTAR A SER O QUE UM DIA FOSTE…
E FECHASSES NA MÃO, COMO UM BRINQUEDO,
A CURVA DOS TEUS PASSOS…

SE FOSSES SEMPRE IGUAL
E TIVESSES NOS OLHOS
A SOMBRA DAS GIESTAS

VERIAS
QUE PARA ALÉM DAQUILO QUE SE FINGE
HÁ SEMPRE A CERTEZA DAQUILO QUE SE É,
COMO PARA ALÉM DAS FOLHAS MORTAS
                   E DO MAR REVOLTO
HÁ O SEGREDO DAS COISAS INDIFERENTES.

                                                                       ANGRA, MAIO DE 1956
(ARTUR GOULART, NO FIO DAS PALAVRAS, PÁG. 27)

«Há o segredo das coisas indiferentes». Quer dizer…
No Fio das Palavras pode não ser um livro fácil de encontrar por um qualquer leitor numa qualquer livraria, mas para nós, os privilegiados que agora o temos nas mãos, após tantos anos a querer vê-lo editado, é um livro precioso, carregado de tempos, de percursos ricos de vivências e convivências: vida, literatura, artes…
De 1954 a 2010, os poemas que são livro em No Fio das Palavras. Anos 50? Será que houve anos 50? Ou os 60 vieram do nada?
«Há sempre a certeza daquilo que se é».
Ainda não agradeci como e quanto devo, a quem devo, esta alegria que há tão pouco tempo continuava tão distante…

L. V.

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