sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

CONVITE PARA UM COPO

Mesmo quando a combinação de cores representa a Vida sob as quantas  formas que a História, a Ficção ou a Ilusão inventam, a Festa é sempre a Festa da Vida.
Até posso agarrar hoje e mais uma vez no Morte e Vida Severina e tentar que os amigos menos azafamados me acompanhem – bem sei, está toda a gente na roda viva do 24 de Dezembro…
Bem sei! Bem sei!
Como é que sei?
Já lá vamos. Antes, porém…

No dia e momento em que o sentido da viagem já só dá para que o «severino» salte «fora da ponte e da vida», o Nascimento do Menino faz eclodir no inteiro Universo que o envolve um contagiante Hino de Alegria.
Que grande página! Que perfeição de simplicidade nesse tão belo Cântico à Vida!
Recordar hoje o momento em que pela primeira vez li esta passagem de Morte e Vida Severina também será acaso, mas sabe a mais qualquer coisa de coincidente.

Por esse mais qualquer coisa é que o Livreiro Velho está feliz por poder viver este Natal em família e a ser menino com os seus três netos. E tem gosto, este muito-gosto de o vir dizer aqui.
Pela primeira vez, depois de menino, o Livreiro Velho volta a passar o 24 de Dezembro como em menino o passava: só à espera de que a noite chegasse para que acontecesse a Noite de Natal.

«Como é que sei?»
Agora já é óbvia a resposta: de manhã à noite, o dia 24, ano após ano em muitos anos, que duro dia de trabalho, por mais alegre e compensador que fosse!
Não era bom?
Era, era. Muito bom, porque em casa também na cozinha havia dura azáfama.
E então?
Então, agora que me deu para voltar a estar livre de azáfamas, por respeito às exigências do continuar na Festa,  aos amigos que têm vindo aqui ao «chapeuebengala» e só têm encontrado nada a seguir a nada, desde há uns tempos, convido-os a,
onde quer que estejam,
encherem o seu copo.
Para?
Para bebermos juntos
ainda mais este copo
em louvor da Vida.
Feliz Natal!
L. V.

5 comentários:

  1. Vamos a isso! Venha daí a garrafa, que eu já tenho o copo!
    Abraço.
    Manuel Urbano

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  2. Brindo à sua presença. Já sentia a falta. E andava bem preocupado, a verdade é essa. Folgo em sabê-lo de volta. Por muito tempo. Tchim-tchim. Abraço.

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  3. Força aí, amigo, e viva a Vida.
    Brissos Lino

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  4. Um grande, grande abraço de Feliz Natal!
    Luís Guerra

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  5. Brindo também, já no dia 28, mas o natal não é quando eu quiser também?..., então à nossa!

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