terça-feira, 28 de dezembro de 2010

LÊ, MAS NÃO ESCREVAS! NÃO ESCREVAS!

JÁ NÃO SÃO PRECISAS AS VOSSAS FERRAMENTAS
(…)
PODEIS GUARDAR TUDO ISSO PARA
DEPOIS DE AMANHÃ (QUANDO
COMEÇAR A PRÓXIMA ETERNIDADE)

POR ORA DEIXAI OS NEGÓCIOS
(…)
OH! E ESSA DEPLORÁVEL QUESTÃO DOS DIREITOS DO HOMEM
(…)

SIM DEIXAI TUDO ISSO
- E MESMO DIGO-VOS E MESMO A POESIA!
(DE QUE VOS SERVIU?) -

DEIXAI TUDO ISSO
ENQUANTO TIVERDES
O QUE DEIXAR

DEIXAI TUDO ISSO

(Eduíno de Jesus, Os Silos do Silêncio, pág. 343)

Lê! Lê!
Podes ler o poema todo.
Verso a verso.
Punhal a punhal.
Mas não escrevas! Não escrevas!
E se caíres em escrever
NÃO ASSINES
OH! NÃO ASSINES!

L. V.

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