sábado, 25 de dezembro de 2010

QUEM MUITO FALA…

Não era preciso completar, pois não?
«Quem muito fala, pouco acerta». Sábia sentença! Uma sentença que muito respeito, mas…
É o destino! Acertar pouco! É por isso que a partir de certa altura da vida tive de pôr-me a falar muito… Como acertava pouco, tinha de ser. De outro modo não colheria acerto suficiente para o sustento do dia a dia.

Ora acontece que sou obrigado a falar ainda mais, a partir da nova etapa da vida que o Natal deste ano de 2010/pso me trouxe de prenda. Previsão: não haverá fogo que chegue para a tanta palha!
Mesmo sabendo tudo isto com antecedência, estou numa de me atirar de cabeça e há-de ser o que for. Fugir, como? Tenho mesmo que acertar, ainda que seja uma em cem ou até mil, para que esta incapacidade de me passear pelas minhas quintas, a trabalhá-las com o empenho de até agora, não me lance no despenhadeiro de uma vida parada. Sem nada fazer, de que vale viver?

Grito bem alto e quanto posso     li-vre      li-vre
e a palavra enche redonda e prenhe o espaço
desfaço prisões preceitos preconceitos
sinfonia perene de acordes imperfeitos
(Artur Goulart, No Fio das Palavras, Velas-S. Jorge, 2010, pág.93).

A ver se neste estar por um fio é um acerto amarrar-me com o «fio das palavras» ao amor e beleza da realidade ambiente.

L. V.

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