Se as gentes do dinheiro se viraram para os livros, contra quase tudo o que era histórico e profetizado, só pode: cheirou-lhes!
Milagre!
Em Portugal, os livros a cheirar tão bem ao dinheiro !
Isto tem que se lhe diga.
Um susto?
Um perigo?
Uma aurora de melhores dias para os nossos níveis de leitura?
Entretanto, as gentes do livro também andam em movimento,
em ondas e ondinhas, conforme ventanias e brisas, mais os cheiros que estas transportam.
E o PNL?
Pois! Já no seu quarto ano do quinquénio programado como primeira grande etapa. As velas, enfunadas na saída da barra, ainda estão com a velocidade apropriada para uma chegada a ricas índias?
E as LI?
Que horizontes? Que destino? Que hipóteses?
Esta semana um bom amigo comum trouxe aqui a Setúbal, para jantarmos e conversarmos, o livreiro que, com toda a razão, se orgulha de gerir a livraria mais bela do mundo.
Gratíssimo aos dois!
Antero Braga, com quarenta e dois anos de profissão, é um «jovem livreiro»que, apesar de mais novo, vê, do artístico miradoiro do mundo dos livros que é a Livraria Lello, muito mais longe do que o livreiro velho.
Proveito evidente. E tudo confirmado. As coisas estão mesmo a dar pano para mangas. Novas conversas ficaram desejadas.
O livreiro velho sempre achou que os livreiros tinham uma palavra a dizer. Cada um sozinho? Calado, ouve-se o mesmo!
Ainda se vai a tempo de as LI dizerem à sociedade o que podem, devem e precisam dizer sobre livros e leitura e sobre como vamos de perspectivas?
E a sociedade, apercebe-se do cheiro dos livros e dará ouvidos inteligentes a quem lhe perguntar pelo futuro da sua leitura, não apenas em quantidade, mas também em qualidade, em qualidade sobretudo?
L.V.
