quarta-feira, 31 de março de 2010

ISTO NÃO FICA ASSIM!

O Livreiro Velho apanhou uma  «canelada» muito boa, ao abrir hoje correio electrónico e  blogues. Volta a vir aqui jogar, como ontem deixou dito, para  constatar que de facto veio muito a propósito o «isto não fica assim». Já se nota. E tudo leva a crer que inchando a este ritmo, terá de usar umas caneleiras se quiser aguentar o ritmo que os outros e mais decisivos jogadores estão felizmente a imprimir ao jogo. 
Quanto à «anedota» futebolística que serve aqui de metáfora, conta-se depois.
E entretanto?
O Livreiro Velho não quer dispensar-se de também no seu blogue deixar um abraço a todos quantos aceitaram o seu convite para tomarmos juntos, enquanto «gente dos livros» e aqui na Culsete, um Moscatel de Setúbal. Os que aceitaram e vieram e os que aceitaram mas não puderam vir.
Mas também deve uma palavra a muito mais pessoas que se entendem como «gente dos livros».
O Livreiro Velho atreveu-se a tomar a iniciativa deste «convívio» sabendo da sua pessoal dificuldade em lançar a ideia, em si tão válida, como ela merecia.
Quem nem sequer teve conhecimento do que ia acontecer -  e também quem tomou conhecimento sem que se sentisse motivado -  creia que por este ano o objectivo julgado possível era apenas reunir um grupo que discutisse a ideia e, achando-a boa, a lançasse para o futuro. 
A expectativa foi ultrapassada. E quando o Luís Guerra propôs que o que se passou na tarde do último domingo de Março já deste ano fosse designado como I ENCONTRO LIVREIRO, não há dúvida de que a razão estava do seu lado.
Houve convívio agradável e conversa de nível muito elevado sobre tudo o que nos diz respeito como «gente dos livros».
Não é apenas dizer que foi muito bom.
O melhor foi partirmos daqui dizendo:
ISTO NÃO FICA ASSIM!
L. V.

segunda-feira, 29 de março de 2010

I ENCONTRO LIVREIRO

Foi ontem, 28, último domingo de Março de 2010. E foi ontem por acaso?  Se estiver por cá - e talvez esteja - creio desde já que vou participar no II Encontro, que o Luís Guerra já o marcou para 27 de Março de 2011. Último domingo de novo. Desde já sei que não acontecerá por acaso. E até creio que depois de acontecer um II Encontro vai haver um que irá cair em 26 de Março. Se assim for, mesmo que não participe, alguém há-de lembrar-se de a «gente dos livros» ter-se concentrado no Fórum Picoas em 26 de Março de 1988.
«Isto não fica assim»!
Já volto!
L.V.  

sábado, 27 de março de 2010

O TAL FIM-DE-SEMANA: HOJE E AMANHÃ

Esta tarde de sábado?
O SUL DOS MEUS SONHOS de Teresa Rita Lopes, da Gente Singular Editora, numa sessão verdadeiramente exemplar!
O Livreiro Velho a precisar de ser modesto ao dar um apontamento sobre a bela sessão de poesia desta tarde?
Não, por nunca! Uma sessão excelente, é o que é verdade!
EXEMPLAR!
Modesto, não! Grato! Isso é que sim!

E amanhã o Convívio Livreiro?
Traje obrigatório: interesse em participar e boa disposição!
Se sobrarem algumas garrafas de Moscatel de Setúbal é porque é melhor não faltarem!
O Livreiro Velho espera o bom tempo que encomendou para todo o fim-de-semana e que quem vier trajado a rigor leve uma perdurável boa recordação.
L. V.

terça-feira, 23 de março de 2010

SE OS LIVROS DÃO TANTO QUE FALAR, COMO SERÁ NO PRÓXIMO DOMINGO?

Os livros dão muito que falar. Hoje?
Não sei se alguém mo perguntaria, se…
Responderia voltando a abrir os blogues que visitei imediatamente antes de vir para este post.
Livros, prémios, autores, iniciativas diversas, muitas, também lugares, por exemplo Bolonha ou Torres Vedras.
Entretanto, aqui estou em Setúbal, nesta pequena livraria, a Culsete, a concentrar-me, como não podia deixar de ser, sobre o que aqui irá acontecer no próximo fim-de-semana.

No sábado, pelas 16,30h, estaremos com Teresa Rita Lopes e o seu livro de poemas O SUL DOS MEUS SONHOS, livro que estou a ler «nesta insaciedade / crónica». Gostava mesmo de que este livro de Teresa Rita Lopes, editado pela Gente Singular Editora, não passasse pelas livrarias desapercebidamente.
Porque… 
Vivamente!
Que os bons leitores de poesia me continuem: «porque…»!

No domingo, a partir das 15,30h, a Culsete aberta para receber aquelas e aqueles da «gente dos livros» que tenham aceite vir tomar em convívio um Moscatel de Setúbal. Porque…

«Porque…»! E de novo não acrescento mais nada.
Nem devo pensar no que vai ou não acrescentar este convívio ao porvir do ambiente livreiro português. Isso depende…
Só sei que isto acrescenta: quem cá estiver, terá as suas boas razões para ter aparecido e com o próprio facto de participar neste simples convívio estará a marcar uma posição que urge ser colectiva.

O ambiente livreiro português está numa grande mudança. A «gente dos livros» sabe isso e vale a pena perceber de uma vez por todas que se o assunto não for também «connosco», será só «com eles», o que ninguém deve aceitar, no fundo nem «eles», pois que o livro é para ler e a leitura os trairia. E se nem eles, muito menos o leitor, o livreiro, a «gente dos livros», ao manterem-se na consciência do papel do livro no processo civilizacional.

Até sábado?
Até domingo?
L. V.

domingo, 21 de março de 2010

TERESA RITA LOPES VEM À CULSETE

capa-Teresa Rita Lopes original

No próximo dia 27 de Março de 2010, pelas 16,30 horas, a Livraria Culsete, em Setúbal,  abrirá as suas portas para um encontro com Teresa Rita Lopes a propósito do seu mais recente livro, O Sul dos meus Sonhos, numa sessão que contará ainda com a presença de representantes da Editora Gente Singular e a participação de Rui Moura, que interpretará alguns dos poemas do livro, musicados por si.

Reconhecida internacionalmente como investigadora e grande divulgadora da obra de Fernando Pessoa, a que tem dedicado boa parte da sua vida, Teresa Rita Lopes tem uma obra literária repartida entre o ensaio, a poesia e os textos para teatro. Continua a desenvolver intensa actividade académica, no país e fora dele.

Com este título, a escritora reafirma a força poética da sua voz. Ao ler O Sul dos meus Sonhos o leitor vai reencontrando paisagens que já conhece, sentimentos e afectos que já visitou, vai-se permitindo entrar mais fundo no jogo para o qual é incitado, a cada verso, a cada palavra.

É para a Culsete um privilégio e um motivo de orgulho, neste mês de Março - mês da mulher e da poesia -, ler e conversar, "de viva voz" com Teresa Rita Lopes, uma voz ímpar e já incontornável na poesia portuguesa, numa partilha de emoções e sentidos com todos os leitores amantes de poesia. É, pois, mais uma sessão imperdível.

F.R.M.

terça-feira, 16 de março de 2010

SECTOR LIVREIRO: A QUESTÃO DO RESPEITO

A respeitabilidade tem muito a ver com a mentalidade. A mentalidade, por sua vez, tem muito que se lhe diga, sobretudo quando é preciso mudar padrões de cultura.
Não devia estar a escrever isto. Toda a gente o sabe e partir de tais generalidades já não se usa e até parece mal.
No entanto, fica assim. Pelo menos enquanto puder acreditar em que, ainda que lentamente, as mentalidades irão mudando para melhor.
Logo que, há quarenta anos, entrei a todo o vapor na vida do sector livreiro nacional, vivendo-a por dentro, comecei a aperceber-me de que não era um sector devidamente respeitado. E creio que não é contestável que a situação piorou.
Algumas manifestações de falta de respeito pelo sector livreiro ouvi ou li. Da boca ou da pena de pessoas umas já desaparecidas outras bem vivas. 
E as que não se ouvem nem se lêem mas simplesmente se praticam? E é como se fossem práticas correctas, assim parecido com certas leis normais da vida, incontornáveis,  por exemplo ter de assoar o nariz ou tossir durante um discurso, embora neste caso, bem entendido, se use um lenço e se peça desculpa.
Que a si mesmos se respeitem os livreiros - cada livreiro ao menos - e sejam respeitados pelas pessoas que de um ou outro modo lidam com eles, especialmente quem frequenta com gosto as suas livrarias, não é o que aqui está em causa.
O problema não está no que diz respeito a cada um, mas no que afecta o sector e tem repercussões sérias no mundo do livro e da leitura.
Ou não é assunto que mereça sequer uma interrogação? 
L.V.

domingo, 14 de março de 2010

«GENTE DOS LIVROS»: FALSAS PREOCUPAÇÕES?

Não será um exagero?  
A vaga de preocupações que aqui me tem vindo a chegar sobre a sobrevivência das Livrarias Independentes, bem que o podem ser. Mas talvez valha a pena prestar-lhe atenção. 
Ou estou a insistir de mais e inutilmente?  Aí, seria ridículo e discretamente devia desistir. Queiram convencer-me, por favor!

Liminarmente:
A produção exponencial de livros é o grande espanto que se vê.
E alguém me vai negar que, muito mais do que aqui há uns anos, a população portuguesa hoje está disposta a comprar livros ?
No entanto,quer as editoras quer o público cada vez estão menos virados para as Livrarias Independentes. Alguém precisa de provas? São tantas!

A comparação que se faz é com o destino das mercearias tradicionais.
Nada a dizer?
É fatal?
Certo e errado, em meu entender.

Talvez que a discussão, ainda recente, sobre a liberalização da venda de remédios nas grandes superfícies comerciais nos dê uma ajuda.
Por um lado as mercearias e por outro as farmácias.
Na minha maneira de ver, o problema, antes de mais, é dos livreiros, dos mediadores de leitura e dos níveis de leitura, estes a preocupar também quanto a qualidade e não apenas quantidade.

Gostava de prestar atenção a outras maneiras de ver, antes de ir mais longe . Posso pedir? Alguém está interessado no assunto?
L.V.

sexta-feira, 12 de março de 2010

LIVRARIAS: UM MANIFESTO CONTRA O FATALISMO

Concordo: todas as tentativas no sentido de alterar a deriva para o pessimismo sobre o futuro das Livrarias Independentes têm sido inúteis. O que é que isso prova? Que é de continuar a tentar até resolver ou que o problema não tem solução? Porque tentativas, são isso mesmo: apenas tentativas. 

À medida que a data se aproxima estou assim como que meio desajeitado. Assim como quem fica sem saber o que há-de fazer às mãos.

«CONVÍVIO LIVREIRO-TARDE DE DOMINGO-28 DE MARÇO»: mas…

A situação é esta: umas atrás das outras, ininterruptamente, dia após dia, vão chegando as vozes do descontentamento, da apreensão e da constatação de que as coisas vão de mal a pior e não se vê saída.

Um convívio livreiro terá pouca importância e em princípio não irá resolver nada. Nada de pedir grandes coisas. Mas…

A ideia apareceu. Simpática.
-Não a apanhar porquê?
-Oh! Para que meter-te nisso? É inútil. Não há nada a fazer. Trata da tua vida e não te incomodes.

Não ao fatalismo!
Que mais não signifique, isso significa!
Uma voz fraca, mas uma voz contra o fatalismo.
Se forem dez, vinte ou mais,
um «Convívio Livreiro» será uma voz mais audível:
UM MANIFESTO CONTRA O FATALISMO.


Muita coisa é possível.
Até muita coisa boa que dantes era bem mais difícil de fazer.
Há que fazer alguma coisa.
Tentativas, porque há problema e vale a pena tentar. Com quem ainda não desistiu de vez, evidentemente.
Com quem?
Com «eles»?
Ui!
Gostava que falássemos sobre «eles».
Por mim, acho que contarmos connosco
nunca foi tão urgente e tão vantajoso.
Talvez por aí os levemos, a «eles», a contar connosco…
Chegaremos a tempo?
Acho bem que sim. Se quisermos (no plural!).
L.V.

quarta-feira, 10 de março de 2010

LIVRARIAS: PASSA-SE ALGUMA COISA?

Acabo de ler o post que Jaime Bulhosa lançou hoje no seu blogue da Pó dos Livros:
«As livrarias tradicionais vão fechando por esse país fora».
Etc…

O que é que se anda a passar?

Leio isto na segunda semana de Março e ao lado tenho  aqui uma anotação que vou reler para ficar a pensar:
«A Semana da Leitura é uma actividade que pretende celebrar o prazer de ler. Decorre preferencialmente na primeira semana de Março(….)». (….)
«A Semana da Leitura 2010 será um espaço de união e um tempo de partilha que contará com todos a ler».

-O que é que uma coisa tem a ver com a outra?
-Nada! Nada! Estava só a pensar… Deve ser porque as semanas se sucedem umas às outras.
Daqui a pouco está aí a última semana de Março e sente-se: assunto de conversa não faltará. Conversa animada em ambiente amigo e sem discursos programados.

«Convívio Livreiro», na tarde de 28 de Março, é ao que me estou a referir.
Mesmo que não dê para «notícia», vai dar para se passar uma tarde bem passada. 
Entre quem se entende e se quer entender com o que se vai passando no mundo dos livros, da leitura e das livrarias.
Será que entre nós, «gente dos livros»,  a notícia consegue divulgar-se e aglutinar mais simpatias às que já se vêm manifestando?
Tenho de contar com todos os que se dispuserem a fazer essa divulgação. Sozinho, não posso ir até onde  queria.  Isto, quando eles pesam, faz-se só o que ainda se pode, embora se tente um pouco mais… De acordo? 
L.V.

sábado, 6 de março de 2010

CONVÍVIO LIVREIRO

O Livreiro Velho acredita em que muito boa gente respeita a sua profissão. Inclusivamente pessoas que nunca tenham feito sobre ela uma atenta reflexão.
Uma profissão rara? 
Naturalmente, como a nossa História do Livro e da Leitura permite compreender e justifica.
E como é na actualidade?
O Livreiro Velho, em fim de carreira, não acredita nas profecias sobre o fim do livro, nem da livraria, nem da sua profissão.
À partida, devem respeitar-se os profetas. Nobre tarefa, a de interpretar sinais!
Mas o futuro é enigmático. Quem profetisa, não sabe. Por isso é bom ter em conta a etimologia.
O profeta não se apresenta com autoridade própria, segundo a palavra diz. E não tem cabimento (ou terá?) trazer para aqui Espinosa, a filosofar sobre os profetas e sua «potência de imaginar mais viva». 
Cada presente se faz com o seu passado e faz o seu futuro. O resto,
como a vida vai ensinando, é a surpresa do que acontece.
Ou até o acontecimento se pode ver na perspectiva da criação?
Cria-se acontecimento e com ele novos acontecimentos se podem criar. Mesmo que seja um pequeno acontecimento?
De qualquer maneira, o Livreiro Velho, ajudado por boas opiniões, já decidiu arriscar.
Quem se sentir fazendo parte das «gentes do livro», sinta-se convidado e convide quem achar por bem.
Na tarde do domingo 28 deste mês de Março de 2010, pelas 15,30h., o Livreiro Velho oferece na Culsete um Moscatel de Setúbal aos livreiros portugueses e a todas as pessoas que se considerem «gente dos livros». Um «Convívio Livreiro».
Só para quem quiser e lhe apetecer, evidentemente.
«Convívio Livreiro».
Um pequeno acontecimento que pretende apenas ser um momento agradável num ambiente livreiro nacional cabisbaixo, e não apenas por profecias mas sobretudo por confusões e labirintos muito actuais.
Quem quer colaborar na divulgação e adesão a tão simples iniciativa?
L. V.