O Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor 2010 foi muito especial na Livraria Culsete. Os participantes começaram a chegar às 21 h para a Tertúlia de Leituras e a porta só se fechou depois das 3:40 h, ia já longa a noite. Alguns vinham preparados para escutar e ler, outros apenas para escutar.
O grupo de leitores, num total de dezassete, gente muito cá de casa, manifestou filiações diversas e deu a ouvir diferentes interesses de leitura, tendo em comum o prazer e o culto do livro. Não fizeram concessões nem de gosto nem de conveniências. Boa parte deles eram escritores com obra publicada, alguns já premiados. Houve quem lesse textos de autoria própria, por vezes inéditos.
As leituras foram muito diversificadas, dado que cada «leitor» foi livre de seleccionar o/os autores e os géneros a ler, possibilitando isso uma pluralidade de leituras que certamente não aconteceria se tivessem sido os promotores da Tertúlia a escolhê-los. Foram trinta e dois os escritores lidos, os de Setúbal e os outros, os contemporâneos e os considerados clássicos.
A livraria estava cheia. E nem faltou quem passasse, espreitasse e ficasse. No final, lá estava à nossa espera o habitual Moscatel de Setúbal, permitindo o sempre renovado ritual das conversas informais depois de cada encontro com livros e escritores.
Juntam-se algumas fotos que documentam o momento. Identificamos Arlindo Mota, Margarida Costa, Américo Pereira, Ausenda Paulino Pereira, Fernando Bento Gomes, Margarida Braga Neves, Anita Vilar, Natércia Fraga, Fernando Guerreiro, Maria José Rodrigues, Nuno Ribeiro de Medeiros, Nuno Fonseca, Joaquina Soares, Lurdes Pólvora da Cruz, Luís Filipe Estrela, Fernando Gandra, Fernando Paulino, Maria João Trindade, Isabel Medeiros, Francisco Belard, Edite Carvalho, Gil de Sousa, José Gonçalves, Graça Torres e, claro, Manuel Medeiros, o Livreiro Velho, muito bem acompanhado pela Violeta Ribeiro de Medeiros.
Outros participantes surgem nas fotos, porém quem escreve esta breve nota não sabe os seus nomes, apesar de os conhecer da Culsete, facto de que pede muitas desculpas. Muitos outros amigos estiveram na livraria nessa noite, mas a nossa objectiva ou não os apanhou ou desfocou-lhes a imagem. É o que dá entregar tarefas de responsabilidade a quem nada percebe do assunto...
F.R.M.
