domingo, 28 de novembro de 2010

HÁ MOMENTOS MUITO BONS!

Ontem foi bom de mais para que o L. V. queira e possa ficar calado!
?
Evidentemente:
a anunciada sessão de lançamento, aqui na nossa Culsete,  de Edição e Editores . O Mundo do Livro em Portugal,  1940-1970.
Tudo a concorrer, até o facto de na mesma tarde ocorrerem em Setúbal, e cada um em seu local, mais três lançamentos de livros, como no seu blogue («nestahora») hoje comenta João Reis Ribeiro.
Trago para aqui os nomes das pessoas que fizeram da tarde, aqui na livraria, uma tarde feliz de excelente nível intelectual e de calor humano?
Impossível!
Os participantes excederam outra vez as expectativas, a ponto de faltarem à volta de vinte «lugares sentados» (mea culpa!). Amizade, muita amizade! Interesse, muito interesse!
E o L. V. a desejar, mais do que a venda de muitos exemplares (também nesse aspecto superadas as expectativas da sessão), que ninguém por si mesmo considerado como fazendo parte das «Gentes do Livro» deixe passar muitos dias sem ler esta obra, tão importante  para todos os que pensamos «O Mundo do Livro em Portugal».
L. V.

sábado, 20 de novembro de 2010

«O MUNDO DA EDIÇÃO E DOS EDITORES DE LIVROS»

 

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O título do post e agora a frase completa: «O tema deste livro é, então, o mundo da edição e dos editores de livros, e o seu objecto específico concerne à configuração que este mundo adquiriu em Portugal durante parte substancial do período do Estado Novo».

Este livro! Como é que este livreiro que sou, Livreiro Velho, cada vez mais longe dos seus começos, se sente ao chegar-lhe este livro à livraria e ao expô-lo na montra? É que por mais que a grande festa tenha sido ver e ler o original acabado, vê-lo em livro e folhear este livro é muito outra coisa, é bem outra a sensação.

Nuno Medeiros, Edição e Editores – O Mundo do Livro em Portugal, 1940-1970, uma edição ICS - Imprensa de Ciências Sociais. Prémio Fundação Mário Soares de História de Portugal do Século XX de 2009, lembra a cinta.

É um orgulho – nada de o esconder por modéstias tolas – para o Livreiro Velho. Porquê? Porque o Nuno é seu filho e este livro é de um valor extraordinário para todos nós os que vivemos e pensamos com seriedade e dedicação o mundo dos livros.

Sinceramente.

Gostava mesmo que, na tarde do sábado, dia 27 do mês corrente, às 16h, dia do lançamento na Culsete, o ambiente aqui na livraria fosse de encontro entre algumas das pessoas que a sério e a fundo se dedicam ao livro. Um encontro de «Gentes do Livro». Até porque a apresentação do livro será feita por Diogo Ramada  Curto.

É que, não tenho receio nenhum de o dizer nem vejo qualquer hipótese de alguém me contradizer, não há muita coisa publicada assim tão válida sobre a edição de livros portuguesa.

L. V.

sábado, 13 de novembro de 2010

FERNANDO AIRES: « O CORAÇÃO PODE PARAR»

«É lei da vida, acontece a todos: a pobres e a ricos, a reis e a rainhas. Pois sim, mas custa que se farta! Nascemos para ser fortes, cheios de saúde, senhores de nós e do mundo, da vida – não para as dietas, os medicamentos, a incerteza do dia de amanhã em que o coração pode parar»(Fernando Aires numa carta de 2001).

Ir ao Google. Escrever «Fernando Aires».  Início da pesquisa começando por clicar em RTP-AÇORES, Blogue COMUNIDADES: Carta Aberta a Fernando Aires, Onésimo Teotónio Almeida.

Antes de seguir para o muito mais que a seguir ao texto do Onésimo se pode ler, para estarmos com a memória de Fernando Aires, transcrever  o final do post-scriptum:
«E-mail do teu amigo e companheiro de geração, o Eduíno de Jesus. Arribou há pouco, direitinho de Lisboa, numa só linha, como poema saído do silo do seu silêncio: Queria que o Fernando Aires ainda estivesse vivo...
Por isso eu acabo abruptamente, acrescentando apenas: E eu também.
É isso. Só.»

- E eu também.
- E eu também.
- E eu também.
Em quantos de nós o eco e o mesmo sentir?
Em todos os que ao longo dos longos anos tomou por amigos.
Sim, muitos amigos!…  E muito amigos!…

Cultivar a amizade era  um saber-e-arte natural em Fernando Aires. Se ele se tivesse empenhado na escrita tanto quanto se empenhou no cultivo de generosas amizades a obra do Fernando Aires, não sei…! E mesmo assim a obra, em sua relevância que muitos estão a sublinhar por estes dias,  a ser escrita e publicada sempre com os excessos de modéstia. Para além da desculpa que era capaz de confessar: preguiça. «Uma preguiça espessa, maligna, que me tolhe».

É bom saber que a obra literária de Fernando Aires(nomeadamente os seus diários intitulados Era Uma Vez o Tempo) em breve estará novamente disponível.
Na História da Literatura Açoriana o nosso Fernando Aires é já um nome consagrado e incontornável. E na Literatura  Portuguesa em geral? Quantos diaristas estão à frente dele?

18 de Janeiro de 1928 – 9 de Novembro de 2010.
Soube tão bem saborear a vida, o Fernando!
Mais entranhado ainda do que o prazer da escrita, o prazer da leitura.  Com tempo hei-de recuperar a palavra de antologia que lhe ouvi e anotei, num serão lá na ilha com ele e a Linda, sobre o papel da leitura nos seus anos de bonita idade.
Agora fica aqui é esta  palavra de uma outra das cartas que guardo:
«Felizmente tenho aprendido algumas respostas com a vida. Cada vez são mais simples e pequenas as coisas que me dão alegria: uma carta amiga; a orelha macia do meu gato; descobrir mais uma folhinha nova na buganvília do jardim».

Adeus, amigo…
L. V.