quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

A DESCRENÇA LISA

É muito perigosa, a descrença lisa. Especialmente nestes dias em que umas chuvinhas  engraxam os sujos. Pisos escorregadios, pisos escorregadios! Nunca haverá cuidado que chegue…

Ontem confirmei aos senhores de letras e livros que não sabiam o que perdiam ao não apanharem um exemplar de Que Paisagem Apagarás de Urbano Bettencourt.
Suspeito que por todas as razões e mais uma, esta, esta que não vale a pena sequer trazer a contas, não valia a pena ter dito o que disse, antes de saber se sim ou não os tais senhores sofriam de descrença lisa.

Em todo o caso, não quero crer que todos…
Alguns haverá que… 
É para esses que volto ao Que Paisagem Apagarás: 
oferecer a leitura da página 155, toda a página, e este texto por inteiro, com o seu título: «De l’économie avant toute chose»:

«Os governos não dão lucro. Encerremo-los!»

- É só isso?
- Querem mais e melhor?
(Pior do que a descrença lisa é uma inteligência afogada: ou talvez…)
L. V.

4 comentários:

  1. Passei, li, enriqueci-me, como sempre, mas sobretudo fiquei muito feliz por senti-lo tão activo, tão escrevinhador... pensador dos melhores! Que bom!!
    Um grande abraço Maria Fernanda Pinto

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  2. Querida D. Maria Fernanda,
    que bom, voltar com um comentário e este comentário!
    Além das saudades de estar consigo
    e com o seu
    D. José!
    MM

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  3. Manuel,
    Só para dizer que tanto esse livro do Urbano Bettencourt como "O Fio das Palavras", poesia de Artur Goulart, bem mereciam uma distribuição nacional. Por isso bloga-os quanto puderes e cita-os bastante porque assim ao menos vão ficando tiradas como essa.
    Abraço.
    onésimo

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  4. Caro Onésimo,
    tu a chamares-lhes «tiradas», deixas-me, felizmente, perplexo e bem disposto,
    porque
    viva a confusão
    em que
    muitas coisas vão!
    Blogues e postas.
    É que outros, se viessem, como era de esperar, com seus comentários, talvez que em vez de «tiradas» escrevessem «postas»...
    Não é que seja grande a piada das «tiradas» com-«postas», nem mesmo quando se tentam piadas compostas...
    Mas já agora...
    L. V.

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