quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

DIGNIFICAR A PROPAGANDA E PROMOVER A CRÍTICA

Mesmo que seja assim por alto…
Dando uma volta de memória pelos livros que se foram publicando e apareceram no mercado livreiro ao longo de 2010,
creio que posso concluir que foi um ano de boa colheita.
E outra conclusão a propósito: as «gentes do livro» estiveram activas.

Venho sublinhar este aspecto: a nível de propaganda, o livro continua ocupando um lugar muito apreciável na comunicação de massas.
Nem sempre, é claro, a propaganda é tão respeitável quanto devia. Mas isso…
É que me preocupo menos com a falta de nível e capacidade de aldrabice exuberante de muitos  propagandistas do que com a menoridade acrítica de quem se deixa apanhar pelas suas artes.  A teoria que aprendi e, em tudo e de há muito, tento aplicar, diz-me que…
Proteger bebés e idosos. Sempre e incondicionalmente! 
E os outros?
Quem é adulto cuide de si. E se não é, faça-se! Não entregue a sua sorte ao governo para depois se queixar de que foi levado pela propaganda.   
A propaganda é uma necessidade absoluta da vida em sociedade e querê-la e promovê-la de todas as formas no que se refere aos livros é um contributo riquíssimo para o Desenvolvimento da Leitura.
Mesmo quando a propaganda do livro o que pretende é vender papel impresso sem qualquer nível de leitura que enriqueça os leitores, individual ou colectivamente.?
Defendam-me as crianças! Isso está bem. Cerrar aí uma crítica cerrada!

Crítica? Também os adultos têm direito, claro. 
É mais complicado, quanto à crítica…
Anda tudo tão móvel e movediço, que, se calhar, não há para os críticos assim tanto tempo e espaço como é preciso.
E para o tempo e espaço que há? Se calhar, (…).
Não se trata de apenas propagandistas com alguma vontade crítica.

Eu a escrever isto? Mas quem sou eu, para me atrever?
E para quem pensa pela sua cabeça interessa alguma coisa que seja eu ou não?
A mim não me interessa.
L. V.

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