sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

OS «PARÁGRAFOS» E O «DINOSSAURO»

«As conversas são como as cerejas», quem terá inventado esta conversa?, se soubesse quem, tinha aqui hoje uma boa ocasião para lhe enviar um aplauso daqueles que nos saltam espontâneos!

O porquê desta «conversa» sendo o comentário do próprio Onésimo Teotónio ao meu ir, aqui,  ontem, do seu «O jardim» aos seus  «Parágrafos».
«Parágrafos» que estranhamente penteei, quando,  na referida entrevista ao Correio dos Açores, ele os vinha era, efectivamente, despenteando.

Novo livro do Onésimo em 2011:
DESPENTEANDO PARÁGRAFOS.
Está feita a correcção. E vai um pedido de desculpas ao autor.
Também aos seus leitores, como devo («pretendi» enganá-los, tentei, mas felizmente o autor estava atento, o que muito me alegrou!).

E se não tivesse cometido a minha malfazeja gafe ?
Quem terá inventado estoutra «conversa»:
«não há mal que não sirva de bem»?
«Se soubesse quem…».

Porque é um espanto! Com o Onésimo é sempre, é mesmo sempre assim: as estórias são como as cerejas!
A minha gafe proporcionou-nos esta relevante «estória»:
uma promessa a Cardoso Pires  vai ser cumprida com  o  Despenteando Parágrafos. O Onésimo fez o obséquio de contá-la aqui.

E…
E foi assim que o ficámos a saber.
E a  passagem de O Dinossauro Excelentíssimo a lembrar o que na altura significou de arrojo a publicação dessa parábola.
E mais uma vez Dias de Carvalho e a então sua editora Arcádia.
E a 3.ª edição, a última a cargo deste editor, e as dificuldades em que já estava a editora.
E a venda em Setúbal de umas quantas dezenas de exemplares, mesmo quando foram aparecendo mais do dobro das edições que o livro ainda teve, o que foi bom, mas resultando, ora bem!, dessas dificuldades da editora.
E a grata, gratíssima memória, mais uma vez, do ilustre setubalense Manuel Dias de Carvalho, que não cheguei a tempo de homenagear na sua terra, como andava a planear. Tão inesperadamente partiu... Desgosto que foi para tantos de quem tantas estórias ele poderia contar, com muito proveito para a História Portuguesa da Edição e da Literatura.

E… E…
E também as estórias e as memórias são como as cerejas. Não apenas as conversas...
E, assim desgrenhados, como os lancei e estão no ecrã, alguém vai conseguir, agora,  pentear estes parágrafos?!

Peço desculpa!
L. V.

Sem comentários:

Enviar um comentário