domingo, 23 de janeiro de 2011

«PURA E SIMPLESMENTE»

Insistir, junto dos leitores de Onésimo Teotónio Almeida, na recomendação de não adiarem a leitura de O Peso do Hífen?
Talvez. Mas não apenas. Apesar de mais ou menos inocente, aquela minha troca do «despentear» do Onésimo pelo «pentear» de José Cardoso Pires, ficou-me cá a moer a cabeça. Com um bom resultado, porém.
Porque, «pura e simplesmente», quer se vão despenteando», os «parágrafos», quer se os «penteie», eles ganham relevâncias que ajudam a compreender porque era que o Tio Quartinha se munia de um pente e uma tesoura para bem me cortar o cabelo, na infância, quando a minha mãe me obrigava a ir à sua tenda (Eu detestava, por tudo… e sobretudo pela comichão de cabelinhos no pescoço!). A maneira como usava o pente ora para levantar o cabelo ora para o alisar, entre o cortar e o avaliar como ficava, era da arte…
Por isso este «Pura e Simplesmente». Se mais com pente ou mais tesoura, para os «parágrafos», isso o amigo leitor avaliará…

«William M. Wood não é um nome esquecido na história da presença portuguesa na América: ele é pura e simplesmente, desconhecido».
Posso dizer que isto é uma tentativa de levantar cabelo? Este é o primeiro parágrafo de um dos textos trazidos de muito diversas origens para O Peso do Hífen .
O título:
«William M. Wood, magnate “self-made”».
A origem:
Textos da Diáspora. Homenagem a J. David Rosa, Berlim: AVINUS VERLAG, 2002. 
Uma origem recôndita, certo? E atenção à nota 1.
Portanto um texto que basta ter um mínimo de curiosidade, a partir de muito diversos tipos de curiosidade, para o não perdermos.

E muito a abrir para umas polémicas de que não queria desistir, mas que… As últimas páginas deste texto, uma inevitável provocação, para quem, como eu…  É…

Pois, é!
Sobre um romance que aqui nos diz o Onésimo que pensou escrever e sobre a razão por que desistiu do projecto.
Mas se meto aqui o pente, então é que este post fica impossível. É melhor não me alongar.
Não prometo nem que volto nem que não volto, por não saber se já está a ser traduzido, sei é que não está publicado, «o livro de Edward G. Roddy». «Lê-se como um extraordinário romance», isso assegura Onésimo Teotónio Almeida.
Publicá-lo?
«Não nos Açores» (…), mas numa boa editora do continente». Discutimos ou não esta parte?
L. V.

1 comentário:

  1. Nada a dizer, meu caríssimo Manuel, a não ser agradecer a publicidade ao livro.
    Quanto a romances, a emigração tem tantos, tantos que não acaba a lista. E eles surgem inesperadamente de cada canto. É problema é agarrar neles e contá-los. Mas isso não é qualquer um que faz, como todos sabemos.
    Eu cá fiquei-me pelos contos e já não foi mau. Mas essa biografia do William Wood vale bem uma tradução.
    Grande abraço do
    onésimo

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