segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

LENDO A SERRA, LENDO O MAR


Caríssimo Dr. João Reis Ribeiro,

Quando a lembrança deste 7 de Fevereiro de 2011 hoje entre nós se trocou, ao telefone, não se falou em blogues. Mas naturalmente lá fui, ao da nossa Associação Cultural Sebastião da Gama e aqui estou agora a pedir a quem venha a este meu: 
abra «sebastiaodagama-acsg.blogspot.com».
Porque…

Pedi-lo por tudo o mais, o muito mais.
Só que em especial porque muito me tocou a transcrição das palavras de Matilde Rosa Araújo. 
Além de aqui e assim serem agora fáceis de encontrar, quão preciosas são!

OS QUE TE QUISEREM CANTAR
QUE VÃO À ARRÁBIDA
E QUE LEIAM OS TEUS VERSOS,
LENDO A SERRA,
LENDO O MAR.

Que todos queiramos,
que todos lá vamos,
que todos leiamos!

Oh! E como não lembrar, lendo e anotando estas suas palavras precisamente neste dia,  as vezes do ir à Arrábida com a Matilde?
Porque…

Posso evitar que doa a  ausência da Matilde, ao lê-la no muito sentir a ausência de Sebastião da Gama?
Este é o primeiro 7 de Fevereiro em que Matilde Rosa Araújo também já não está connosco.
E no entanto, escolhidas por si, amigo João Reis Ribeiro, ela, precisamente ela, a vir-nos com estas palavras para nos lembrarmos do Sebastião:
AINDA NOS PARECE QUE NÃO…
PODE LÁ MORRER ALGUMA VEZ…

Obrigado, amigo!
L. V.

2 comentários:

  1. Caro LV,
    O meu amigo encontrou a justificação da evocação que publiquei hoje no blogue da Associação Cultural Sebastião da Gama. Está tudo nas suas palavras, que eu apenas quis velar. Obrigado pela ajuda e pelo reforço da recomendação! Do Sebastião e da Matilde ficaram mensagens pelos exemplos e pelas escritas. Não conheci pessoalmente o poeta da Arrábida, mas conheci a Matilde - e graças a si, devo dizê-lo - e o testemunho dela sempre me impressionou. E mais: não havia actividade sobre o Sebastião em que ela não fizesse por estar presente. Juntar os dois nesta evocação era também um imperativo cívico, além do mais!
    Abraço.
    João Reis Ribeiro

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  2. É comovente,este comentário...
    Todas as pessoas o compreenderão...
    Outra vez, OBRIGADO!
    E se eu juntasse uma outra citação da Matilde?
    «A que é que sabe a vida? Foi tão certo este saber até ao fim.
    Que cigarras cantarão agora na tua serra, que estrelas dormirão no teu luar?
    Os olhos das crianças estão aqui a olhar. Profundos. Tudo sabem».
    As crianças e o Sebastião? As crianças e a Matilde?
    L. V.

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