domingo, 6 de fevereiro de 2011

POR OCASO. Em domingo.

                    Para Urbano Bettencourt ler
                   entre amigos certos

Por acaso é domingo. Como sabes?
Este silêncio
nenhum outro dia mo traz
de lá de fora
para dentro de casa.

Silêncio, pequeno almoço, voltar para a cama, não dar importância ao mundo, para que quereria ele a importância miserável que tu poderias dar-lhe, também não esperes que alguma te dê, sabes muito bem qual é o teu lugar, a tua sorte é teres aprendido a conviver em mundo e natureza.

Um amor lúcido e paciente, se o souberes cultivar, poderá iluminar-te o dia, mesmo que não deixem de circular as correntes frias.
Os invernos já tinham dito à tua infância que eram muito rigorosos, mal sabias, então, quanto na velhice te iam ser deste modo rigorosíssimos.

Um domingo de inverno, uma manhã silenciosa, tu a imaginar a luz e o amor, em teu ocaso, aquecendo o dia por inteiro. Um dia iluminado.
E…

O Espaço Infinito, 
aquém e além de tudo.

De tudo
e quanto te é dado por lugar, teu pequeno exíguo lugar sem importância, a inútil importância que em ocaso sempre assim se revela à verdade de quem se vê.

O Espaço Infinito
que te é oferecido na aprendizagem da lição do eremita.
L V.

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