terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

SIM, ESTOU! QUEM CHAMA?

Tenho que ir a uma consulta.  Tantas ultimamente, já agora... mais uma menos uma!
É que preciso de um diagnóstico acerca do meu problema com a provocação.
Ao que se chega… Deixei-me apanhar! Alguns amigos já me têm de tal modo na conta de provocador, que as pessoas que me conhecem bem não conseguirão, por mais provas que aduzam, convencê-los do contrário.

-Está lá?
-Sim, estou! Quem chama?

Ah! O assunto eram as provocações. Se a chamada veio interromper? Pelo contrário, pôs em cima da mesa, como inadiável de ser tratado, ainda mais o caso do que o assunto.
Pelo «caso» não me perguntem, como perguntaram pela chamada, porque…
Antes de continuarmos, se não leram, leiam p.f. ,  os comentários ao post anterior:
«Émile Cioran: 1911-1995» – Onésimo Teotónio Almeida e o próprio João Maurício Brás. Em princípio, tenho se supor que toda a gente sabe que são os dois Professores Doutores de Filosofia. Portanto, os seus comentários sabem aqui a uma chamada para que os provoque. Ou será que ainda mais do que provocar, aprecio ser provocado? A tal necessidade de um diagnóstico… E talvez que eu não seja caso único para um consultório que se dedique à provocação como especialidade.
Por mim, consulta marcada.
Para respeitar a normalidade fica em lista de espera, com um pedido de desculpas a quem não apreciar este «inter-lúdico».
L. V.

P. S.
Talvez alguém ache que é  insistir de mais no P. S.. Mas como evitar? Não me censurem p.f. …
Li hoje, estou a ler, porque hoje dei com um exemplar na estante.  A Importância de Desconfiar, João Maurício Brás (Vega, 2010). Afinal ainda não tinha sido vendido. Espero que…

Seja como for, o que mais interessa de momento é o sustento do vício de pensar:
«São propostas e atitudes mas também uma exortação à clarividência e ao alcançar a mestria de ver e viver, em que cada um faz o que diz, diz o que pensa, pensa como vive e pensa o que é, sem distinção entre ser, fazer e estar».

Vês, amigo Onésimo?
Como podes preocupar-te com a hipótese da má influência das leituras na falência da minha saúde?
Falências por cá, nestes tempos, são tão comuns que, como todas as coisas que se tornam comuns, parecem já não preocupar. Estão até transformadas em fonte de emprego: imensa gente ganha a vida a tomar conta delas. Isto, o que é preciso é imaginação e emprego…
E vai-se escapando!
Pensar? Pensar é que… Pelo menos é de «desconfiar»!!!
L. V.

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