I
O Dia Internacional do Livro Infantil
comemorado mais uma vez aqui, em Setúbal, na Culsete, apenas uma simples livraria. Um 2 de Abril preparado com muita paixão, para ser vivido em paixão e tudo por causa de uma paixão («alguma paixão reconheço»).
E que beleza que foi!
Obrigado a todos: pais e outros familiares, professores e demais pessoas a quem as crianças devem a sua numerosa presença. Obrigado também às crianças, para quando lhes pudermos fazer compreender quanto a sua adesão e alegria visíveis autenticam e valorizam o que aqui se faz na nossa livraria.
Obrigado à DGLB. Preciosa a colaboração!
Obrigado a quantos de algum modo nos ajudaram.
II
“A ESTRADA FASCINANTE”
No prefácio do seu livro A Estrada Fascinante escreve Matilde Rosa Araújo (sublinhado nosso):
«Sei, pelo que tenho vivido nas escolas junto das crianças e adolescentes, que não posso separar a literatura infanto-juvenil da existência da criança como um ser inteiro que respeitamos, escutamos, com o qual dialogamos.
(…)
Esta “reflexão” trouxe-me o entrecruzado dialéctico mundo infância/adulto, encontro na aventura apaixonante que é estar com a Criança: a nossa memória acorda e sabemos que a escrita para adultos não está longe do que fomos, do que amámos ou repelimos enquanto crianças. E de tudo quanto quisemos exigir no futuro».
E termina assim esse prefácio (sublinhemos bem a primeira pessoa em «reconheço» e «não enjeito»):
«Alguma paixão reconheço nestas folhas, reconheço-a mas não a enjeito. Para mim, abriu-se uma “ estrada fascinante” e só lamento os pés menos firmes de quem foi, apesar de tudo, deslumbrada caminheira».
III
Co-mo-ven-te!
Muito comovente, encontrar, por pesquisa no «google», a notícia do evento e o cartaz que a seguir aqui se vão «colar».
Muito comovente para nós, que lemos as palavras do prefácio de A Estrada Fascinante acima transcritas não apenas neste livro, mas no livro aberto dos olhos da autora, em muitos momentos felizes do seu conviver com os leitores privilegiados da sua escrita.
A felicidade de Matilde Rosa Araújo expressa no olhar que a fotografia utilizada no cartaz documenta tão perfeitamente! Impossível não ficarmos comovidos! A surpresa de, pelas capas dos livros em fundo, percebermos em que dia e local e localidade Matilde Rosa Araújo para sempre nos deixou este olhar! Dia Internacional do Livro Infantil de 2006, Livraria Culsete, Setúbal.
E esta homenagem hoje, data tão excelente?! Quanto condiz!
Parabéns à Biblioteca Arquitecto Cosmelli Sant’Ana e à Junta de Freguesia de São Mamede. Estamos todos, por certo, agradecidos, os amigos e admiradores de Matilde Rosa Araújo. E para Márcio Barcelos um agradecimento nosso, a juntar ao dos promotores desta homenagem que tanto nos tocou, insistimos, por tudo e por ser em dia tão a condizer.
Permitam-nos:
«Homenagem da Biblioteca Arquitecto Cosmelli Sant'Anna a Matilde Rosa Araújo - descerramento da placa de homenagem no prédio onde viveu grande parte da sua vida.
Dia 2 de Abril, pelas 11 horas, na Rua Rodrigo da Fonseca, nº 72. Estão todos convidados.
A BACS agradece a Márcio Barcelos o cartaz.»
IV
Outra fotografia desse 2 de Abril de 2006. Um documento!
Matilde Rosa Araújo e Maria Isabel de Mendonça Soares, outro grande, muito grande nome da nossa Literatura Infanto-juvenil, conversam, minutos antes de abrirmos a porta da livraria às crianças, as muitas crianças que vieram estar com elas.
No mesmo cantinho da Culsete as crianças vieram hoje encontrar Luísa Ducla Soares, José Ruy e Fernando Bento Gomes.
Que grande tarde! Que grande tarde novamente!
Obrigado, muito obrigado aos três. Pela vossa amizade e pela vossa preciosa colaboração.
Reconhecimento!
Reconhecer a vossa generosidade.
Reconhecer e admirar o vosso talento que nunca nos cansámos nem nos queremos cansar nunca de apontar para admiração de crianças e educadores.
V
A fotografia de Matilde Rosa Araújo e Fátima Ribeiro de Medeiros foi encaixada acima para confirmar o que depois se vê em capas de livros no cartaz que a seguir é referido. Só por isso e tudo bem. E não é de voltar a copiá-la antes de fechar este longo post que vai já tão longo?
Pois, muito longo! Mas como é destinado a ser lido em domingo, perdoem-me ainda mais uma linha… Dispensar-me dela? Prefiro ser mal entendido a ser injusto.
Se, por causa de vir para aqui com mais esta conversa, até à Fátima reconheço o direito a indignar-se, é evidente que se muita gente me quiser insultar não deixarei de compreender. Não serão propriamente os meus amigos, por isso compreenderei, sem ofensa!
Um 2 de Abril com paixão e por uma paixão: mais um trabalho perfeito de Fátima Ribeiro de Medeiros!
É paixão, é saber, muito saber, muita imaginação e criatividade, muita entrega!
Calar-me? Sejamos justos, amigos! Permitam-me ser justo. E objectivo.
L. V.

Assino, se me dá licença, por baixo de tudo o que, muito bem dito, está.
ResponderEliminarE quanto a calar, nem pensar!!!!! Não se deve, nunca, guardar para àmanhã o que, hoje, deve ser dito. Principalmente porque foi sentido.
Foi lindo ver e ouvir as crianças a colaborar.
Luisa Ducla Soares é encantadora como contadora de historinhas e teve muito retorno. Fátima Medeiros e a Culsete no seu melhor. Felicitações e continuação de bom trabalho....que os sonhos sejam possíveis. Maria Fernanda
Caro LV,
ResponderEliminarPelo que leio - estava à espera desde ontem de ver o seu relato -, pelo que leio, a festa foi o que se desejava e esperava. Felicito-o - e à Fátima também - pela iniciativa, pelo empenho, pela partilha. Lamento não ter estado presente, pelo menos fisicamente. Lamento. Mas gosto muito que tenha sido uma prova de paixão. E também das evocações feitas.
Abraço.
João Reis Ribeiro