quarta-feira, 13 de abril de 2011

INTERLÚDIOS - II

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REPETE ABRIL, AMOR!

 

DIGA EU QUE SIM

DIGA EU QUE NÃO

SEMPRE SEI QUE AS COISAS

SÃO O QUE SÃO.

 

E SE ME CALASSE?

NATURAL SERIA.

TÃO BOM O SILÊNCIO

            AO FIM DO DIA!

 

CALAR-ME POR MIM!

QUE A TI NÃO TE ESQUEÇO.

DIZES QUE ME ENTENDES?

            NADA MAIS PEÇO.

 

DIZES E NÃO DIZES!

QUE ONTEM JÁ PASSOU.

HOJE O DIA NOVO

            NÃO TE ESCUTOU.

 

TUDO O QUE VIVERES

NO TEMPO SE PASSA.

NINGUÉM “É” NO “FOI”

            POR MAIS QUE FAÇA.

 

O QUE SÃO AS COISAS

DIZ-SE NO PRESENTE.

SÓ PELO QUE FORAM

            NINGUÉM AS SENTE.

 

SE CREIO QUE A VIDA

SÓ SE VIVE ASSIM

O AMOR DIGA ABRIL

            ATÉ AO FIM.

R.V.

1 comentário:

  1. Reconheço a rosa daquela grande festa de Mora.
    Como a revolução dos cravos deu nos cravas, sugiro-te que inicies outra, a das rosas, a ver se torna róseos os dias cinzentos que correm.
    Grande abraço do
    onésimo

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