sábado, 16 de abril de 2011

POSSO PERGUNTAR SÓ PARA PERGUNTAR?

Três hipóteses para depois me responderem, se valer a pena falarmos do que mais interessa.

O verbo, neste caso é «exalar». Mas o meu assunto são as regências, um assunto que dá para desconfiar, cada vez mais, de que muita gente, nobilitada embora pela sua escrita, nunca ouviu falar. Um assunto, parece-me, incomensuravelmente mais importante, no respeito pela língua, do que qualquer legislação ortográfica. «Da minha língua vê-se o mar» (Vergílio Ferreira).

1.ª
«Daquele improvável vácuo exalava uma estranha aura, e atemorizadora, por certo».
2.ª
Daquele improvável vácuo exalava-se uma estranha aura.
3.ª
Aquele improvável vácuo exalava uma estranha aura.

Qual das três me aconselhariam, se fosse eu a imaginá-la ou a lançar ao mar a suposta exalação?
«Da minha língua vê-se o mar» (Vergílio Ferreira). Aprendi-a na ilha com gente simples, tão simples que se lhe notava a proximidade das nascentes. De algum modo, depois, vim a um grande respeito pelas regências que assim aprendera e a um grande cuidado em não ignorá-las.
L. V. 

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