segunda-feira, 30 de maio de 2011

O poeta, ficcionista e ensaísta URBANO BETTENCOURT, viajante entre nuvens de AÇORES–SETÚBAL e já hoje de SETÚBAL-AÇORES

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O poeta, ficcionista e ensaísta Urbano Bettencourt regressa aos Açores com mais uma inapagável memória da paisagem setubalense.

Quem participou no sábado p. p. na sessão de apresentação de Que Paisagem Apagarás, livro que para o evento trouxe dos Açores, propositadamente, a Setúbal e aqui à Culsete  o seu autor,  um escritor açoriano que não precisa de pedir a nenhum deus do Olimpo que lhe empreste arte ou engenho, sabe que isto é verdade: foi uma tarde riquíssima e inesquecível. Quem não participou tem de acreditar. Agradeço. 
Porque, francamente, alguém que não queira acreditar fica a merecer tanto respeito «como a primeira camisa que eu vesti» (esta expressão tão tradicional e dita à micaelense!…).
Uma coisa é não ter cá estado por não poder, outra por não ter querido e outra ainda por nem sequer «ligar». 

Ora é assim:

1) A quem não teve possibilidade de vir é bom dizermos que os compreendemos e que a sua falta  foi sentida  afectiva e intelectualmente mas não fisicamente, pois que o espaço pouco mais pessoas comportaria;

2) Quem não quis vir, não dá para compreender. Procuremos, porém,  ser «compreensivos», o que é bem outra coisa. Sobretudo com os devotos e os entendidos da coisa literária portuguesa, porque  todos nós, de um dia para o outro, também poderíamos e ainda poderemos ser apanhados, até numa de contágios, por essa terrível doença da presunção, mais grave se  conjunta com outra, a dos zarolhos, quando estes são daqueles de quem se diz que «em terra de cegos quem tem um olho é rei».

3) -E aos que nem «ligar»?
Que lhes diremos?
-Isso é pergunta que se faça?!
Tão óbvia a resposta: «nada!». Se não lhes ligamos, dizer-lhes o quê?
-Ah!, mas são tão importantes! 
–Serão? É que, se forem, em algum parafuso serão confusos.

Ora vamos a ver! 
Esta tarde de sábado, assim com tanto nível, em tanta simplicidade, à volta de uma obra de literatura de elevadíssimo quilate, ouvindo oradores de reconhecidos méritos e conhecida dedicação, por texto e contexto, à obra de Urbano Bettencourt, não se perde! 
NÃO SE PODE PERDER!
A não ser por impossível ou por não se ter chegado à informação.

Sendo por não «ligar», torna-se inevitável que se mereça perder, em muito muitíssimo, o respeito de quem participou na sessão de sábado, classificada pelo  nosso querido Onésimo Teotónio Almeida, ontem,  já em dia seguinte, como a melhor das melhores em que participou na Culsete.
Comentei mais ou menos assim (Tinha de ser, amigo, tu já me conheces… Fui «comedido»?…):
«melhor» é comparativo e foi  junto da palavra «comparações» que  conheci a palavra «claudicar»(!!!).

Vai uma Nota Final (por agora, por agora… depois se vê…) !

Porque o leu directamente do moleskine, não pedi ao Urbano Bettencourt uma cópia do texto de Ernesto Gregório que foi escrito propositadamente para a abertura da sessão. 
Já hoje, porém, o Urbano, depois de uma boa aterragem no  aeroporto de Ponta Delgada, vai aterrar no seu computador.
Agora o meu pedido: 
«envia-nos para aqui mais essa preciosidade do célebre fabricante de escritas e equívocos».

L. V.

P. S.
e P. F(actum).
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ATÉ À PRÓXIMA?







L. V.

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