domingo, 15 de maio de 2011

«O RESTO É VIRTUAL!!»no comentário da querida M. Fernanda. Ou de como é bom ter provas de que alguém sabe LER um texto em conformidade.

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«MIMOS»!
Sob todos os aspectos o comentário da M. Fernanda ao post de um chapado V. L. a quem «nada disto faz falta», é para o L. V. um mimo de simpatia.

Há mais ou menos cinquenta e cinco anos que li, por mão de José Enes, numa revista espanhola que me emprestou, aquela citação de Rilke que desde então releio de cabeça sempre e sempre mais sem que falhe uma vez quando gente nova e bem licenciada me diz que não aprecia uma obra prima literária. Depois percebi a lição que José Enes quis dar à minha ingénua crença na literatura. E o teste que…? Perdoei-lhe e até agradeci porque acreditou! Nota positiva fora de aulas é a melhor que nos pode dar um mestre.

Ao vir por saber do resultado da lição: se  entendera o ensaio do conhecido intelectual espanhol. Quando respondi que sim, com carinha de surpreendido com o tom e a cara da sua pergunta, não é que acreditou?… 
Hoje sei que não, que praticamente ainda nada compreendera e a prova é que continuo em aprendê-la. 

Primeiro, aguçou-me a curiosidade para o artigo de José Maria Valleverde e depois pôs-me à disposição a revista, se quisesse ficar com ela por uns dias. E é o que recordo: em epígrafe aquela de Rilke, que anda comigo, de cabeça, com estas palavras: «é preciso que as pessoas não se ponham a ler um poema como quem lê um artigo de fundo».
Fiquei sem fala: «hum!?»
Mais tarde é que me colei na pergunta: «o que é que isto me está a dizer?»

Saber ler? Não, não se acaba de aprender a ler!
Por isso, M. Fernanda.
Claro que sim! Os netos. Por estes dias de sobras de sobrevivência e falta de vida, passar um momento diário com as crianças, tão maravilhosamente crianças, tem sido e foi sorte e o mais indispensável para que o ar de respirar não me faltasse. Dia em que falhou, que falta!
E de facto isso, no texto…
Que um texto, se é deste tipo e não de um qualquer  tipo de artigo de fundo, quando lido em conformidade não é para perceber. Basta lê-lo. O que diz e não diz o leitor é que… Como se prova.   

E, quando os textos são as tais obras primas? Sempre que voltamos a lê-los mais revelam. Mesmo quando às primeiras vinte leituras…
Leituras destas são as leituras preciosas. Indispensáveis e inesgotáveis!
Creio eu…
L. V.

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