quinta-feira, 9 de junho de 2011

TUDO É INESPERADO inclusivamente que AS LIVRARIAS SÃO CASAS – Carta que por via dos amigos envio a Sara Figueiredo Costa


DSCF4255
Culsete - Setúbal -  II Encontro Livreiro -  27/ Março/2011.
Um microfone na mão do autor Fernando Bento Gomes, natural de Setúbal. Uma esferográfica na mão de Sara Figueiredo Costa, jornalismo cultural.

Caríssima Sara,
os nossos e os meus amigos ficaram contentes com o que ontem,  no Portugal Ilustradohttp://portugalilustrado.com/ – publicaste como entrevista construída a partir da gravação da longa, desordenada e muito agradável conversa que tivemos, já lá vão uns mesinhos, aqui na Culsete. 
É certo que foi uma conversa a teu pedido, mas a que de modo nenhum poderia ter acedido com formalismos ou reservas: vinhas ao encontro do meu empenho em ir ao encontro do teu interesse pelo Encontro Livreiro desde o início, de quando o
nosso Luís Guerra te falou da iniciativa.
Era para nós importante que desde a primeira hora pelo menos uma pessoa do teu métier estivesse connosco. Não pudeste estar presente, mas participaste e a prova…

Convívio-encontro para criar proximidade entre pessoas: preocupações, ideias, opiniões e acima de tudo sabermos que existimos e nos respeitamos uns aos outros.
Agradável, antes de mais nada, o encontro entre pessoas que têm tanto em comum.
Entre as Gentes do Livro (sobre esta designação há quem saiba da sua origem e é uma autoridade em nossos temas – que interessante seria ler num dos próximos dias em Portugal Ilustrado uma entrevista com Diogo Ramada Curto!) acontecer anualmente um agradável Encontro Livreiro.

Um começar já é alguma coisa, mas começos já muitos houve, no sector livreiro, em tentativas de…
Portanto, não vou dar assim tanta importância a mais esta vez se começar, isto por mim. São os que vão ter que passar ao futuro que já no próximo ano têm de dar sentido ao convívio-encontro do último domingo de Março. As minhas ideias e propostas? Para ultrapassar, por bem de se ir além.

E estou a ver que a carta que vinha pensando escrever a troquei por outra e já não estou a tempo de partir de novo.
O melhor do que queria aqui  dizer-te talvez possa dizê-lo assim. Nota-se no teu texto uma simpatia que é boa. Qualquer um… Obrigado. 
Que, durante o dia de hoje, excelentes amigos, pessoalmente ou por mail, me manifestassem aquele contentamento que referi no início desta carta, foi tocante, naturalmente. Aqui, o «obrigado» diz o que deve também por enviar um abraço a cada um.

Ainda tenho de acrescentar isto: muito mais do que o que ofereces aos leitores com as palavras que foste tirando do muito que conversámos, senti-me vaidoso pelo que no teu Cadeirão Voltaire de tua lavra postaste!!! Vou ler de novo! O que terei dito é menos…
http://cadeiraovoltaire.wordpress.com/
L. V.

P. S.
Vejo as horas e ontem já não é ontem porque o hoje que era do dia 8  foi para amanhã, dia 9. Passaporte para uma pergunta, se…
Não achas que, sobre o que interessa ao mundo livreiro, uma conversa interminável é que seria suficiente, dado o ponto em
que tudo vai?!
L. V.

1 comentário:

  1. Amigo Sr. Livreiro Velho, li a entrevista e também o conteudo do "Caldeirão" e não me espantei. Tinha relido há bem pouco tempo "Papel a Mais" e não era de esperar outro género de entrevista que não a que aconteceu. Estão de parabéns os dois, entrevistado e entrevistadora palavras com que condimentei o "Caldo" e boa sorte para os projetos.Abraço Maria Fernanda Pinto

    ResponderEliminar