quarta-feira, 27 de julho de 2011

SEI OS VERSOS – E BASTA-ME

I
A ROSALIA DE CASTRO

Não sei como foi a sua vida
nem da morte que teve.
Sei os versos – e basta-me.
(…………………………………….)
Pedro da Silveira
Corografias

II
Já nem rancor nem desprezo,
já nem temor de mudanças;
Tão só uma sede… uma sede
dum não-sei-quê, que me mata.
Rios da vida, onde estais?
Ar, ar !… porque o ar me falta.

- Quê vês nesse fundo escuro?
Quê vês, que tremes e calas?
-Não vejo! Fito qual fita
um cego a luz do sol clara.
E vou cair ali onde 
nunca o que cai se levanta.

Rosalia de Castro
Folhas Novas

III
-Por mão de quem?
-Ora! de quem havia de ser?!
De Ernesto Guerra da Cal, evidentemente:
ROSALIA DE CASTRO
1837-1885
homenagem no seu centenário
«COLECÇÃO POESIA E VERDADE - GUIMARÃES EDITORES».
-Ainda em alguma livraria?
-«Sei os versos – e basta-me»!
L. V.




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