quinta-feira, 25 de agosto de 2011

CÁ ‘STAMOS - V


O TEMPO ANTIGO DE HOJE

antigo do mais antigo em mim este hoje como se estivesse no meu lugar de sempre
 
não espero que me perguntes nada e dito isto vou dizer o contrário para termos a certeza de que não vale a pena discutirmos nem os contrários e nem mesmo os contraditórios

diz tu porquê

espero que não me perguntes nada e dito isto para ti dá no mesmo mas para o meu lado faz toda a diferença mentir-te pois afirmo uma esperança quando não sinto em mim seja o que for a que ainda se possa chamar esperança tão visível é que já estou reduzido a hoje cumprindo a sábia lei comum

é muito antigo este meu tempo antigo e nunca poderei contar-te as inumeráveis esperanças que eram nele o horizonte dos meus olhos e que em hoje perfumam o lugar que me oferece o verde antigo e iluminado por um sol em céu azul

R.V.

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