quinta-feira, 22 de setembro de 2011

É SÓ UM PEDIDO: PODEM COMIGO APLAUDIR?

Aplaudir, sim! Por favor…
Não é todos dias que se consegue encontrar uma tomada de atitude como a que aqui vem:
http://fontedeletras.blogspot.com/2011/09/um-dia-de-furia.html

Dito isto…
Como é possível criar um equilíbrio entre editores e livrarias independentes que torne casos destes ou impossíveis ou determinantes de limpeza geral de confusões?
Se os editores se permitem abusar dos livreiros é porque estão convencidos de que estes não se safam sem eles. Os livreiros têm é que aguentar e engolir. Não têm peso.
Será mesmo que não têm? Ou não são capazes de dar um impulso colectivo ao seu lugar no Mundo do Livro?
A única solução é chegarem, os livreiros, a um patamar em que tanto precisem dos editores como estes deles. O resto é permanecer no primitivismo dos séculos em que o livreiro produzia e era ele que vendia o que editava. Por esmola fazia um descontozinho a uns curiosos que o ajudavam a escoar o produto.
Até agora todas as iniciativas de criar solidariedade entre os livreiros portugueses não passaram de tentativas. Faz impressão! Somos mesmo um país de improvisos milagrosos!
-Milagres?  
-Desde Ourique, desde que Portugal nasceu, como se conta. E vão ter de continuar, pois não se vê saída nem quem a queira… Quem suspire não falta, nunca faltou, mas querer? Isso aí… 
-E D. João II?  
- Um milagre na nossa história, não duvides. A educá-lo, um homem de sólida cultura e o mar aparece aos olhos de um povo que, devido a outro rei culto, teve pinheiros para construir caravelas.
O nosso mar é o mesmo e mais vasto. Ou já não é navegável? Ou é intolerável esta descrença em que nestes nossos tempos possa haver chefes capazes de...? 
A sério: somos um país «com mais sorte que juízo»! Não concordam, amigos? Ou será que… Gostava de ver, de, com estes olhos já gastos, ainda ver!
L. V.

3 comentários:

  1. Os "livreiros independentes" já valem só 12% do mercado, baixando dos 15% de há 5 anos. A razão são os mais de 100 Continentes e as 17 Fnacs e as 50 e tal Berttrands que servem melhor os seus clientes senão estes não iam lá comprar em detrimento dos independentes.

    E se se continua a editar é porque vale a pena. Por isso, em vez de o livreiro independente se ficar a queixar até morrer ou fechar (o que acontecer primeiro), porque não monta a sua própria editora e vai vender na Fnac, como fez o livreiro independente que montou a editora em causa?

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  2. O que acho inacreditável neste seu argumento é a questão do "servir melhor" como se a massificação das vendas fosse "servir melhor". Isso mostra alguma ignorância quanto à qualidade do serviço vs massificação. Perante este cenário parece-me difícil continuar a argumentar até porque a ignorância / desconhecimento de regras tão básicas fazem-me perder a "pica". É importante pensar antes de escrever e, sobretudo, no momento que se vive hoje, não ter o "mercado" a toldar-nos a visão, antes dele há leitores e pessoas e livreiros e muitos deles de excelente saúde, ainda que isso não seja, necessariamente, estarem a "nadar" em dinheiro.

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  3. "Servir melhor" significa oferecer cenouras e cervejas e lobos antunes debaixo dum só tecto. Não significa oferecer poesia e discernimento crítico. Isso o consumidor não quer.

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