sexta-feira, 14 de outubro de 2011

1911-2011 - uma palavra por Setúbal no Centenário do Nascimento de MANUEL DA FONSECA : «Sou, pois, um filho da terra»

     MANUEL DA FONSECA 

Setúbal, o seu liceu, durante muitos anos liceu de toda a região, os primeiros alunos, um inédito de Manuel da Fonseca, nascido a 15 de Outubro de 1911, em Santiago do Cacém :

« Aluno do 1.º ano do Liceu de Setúbal, sempre continuei como se aqui tivesse nascido – sou pois um filho da terra que cá volta de quando em quando – agora com o prazer de quem assiste ao amor da cidade pelas artes e pelas letras. Até sempre. Manuel da Fonseca. 1-8-1987».

Como, nesse serão da Feira de Sant’Iago de 1987, no Pavilhão de Feira do Livro da Culsete, transpirava felicidade e alegria essa figura extraordinária que era, foi e é Manuel da Fonseca!
O autógrafo de seis linhas que deixou escrito no Livro de Honra da Livraria Culsete e que aqui se divulga nesta data apropriadíssima, é este monumento que se vê e que reflecte essa felicidade que Manuel da Fonseca sentiu no ambiente de bom acolhimento e carinho que lhe foi proporcionado. Os visitantes da Feira que dele se aproximavam e a maneira como ele e esses visitantes se envolviam em mútua simpatia!Admirável!
Depois do serão, levar Manuel da Fonseca de regresso à sua casa de Santiago do Cacém.
A riqueza de experiência que foi viver aquele ir assistindo até de madrugada à explosão da felicidade que de Setúbal  Manuel da Fonseca levava!  Uma autêntica explosão de genialidade da sua muita inteligência e desmedida sensibilidade.
SUPEROU TUDO!
A que horas nos deixou regressar, tendo esgotado, ele e nós, tudo o que  de comer e beber tinha à mão na sua cozinha? A longa noite, por evidente prazer de Manuel da Fonseca em prolongar o convívio, a despertar alguma fome e a bela sede daquele branquinho fresco que tirou do frigorífico.
Amanhecia ao chegarmos a Setúbal, eu e o caríssimo amigo Dimas que não consentiu que na volta viesse sozinho àquelas horas.
Cansado e com muito cansaço pela frente na Feira de Sant’Iago em fim-de-semana? Sobretudo a viver o espanto que se sente ao estar perto do esplendor do génio.
Até hoje, esse espanto!
Porque é gratíssimo ler e reler a obra de Manuel da Fonseca, mas a emoção que se revive, nestes dias da grande e devida homenagem, ao recordar aquela viva revelação da sua genial grandeza, SUPERA TUDO! Um POETA! Um ser humano AUTÊNTICO!
L. V.

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