terça-feira, 11 de outubro de 2011

«Literatura Açoriana»: OS COMENTÁRIOS DE ONÉSIMO TEOTÓNIO ALMEIDA

Caro Onésimo,
os teus comentários!
Tinha a certeza de que…
Mas também de que não te levaria assim tão facilmente a responder à minha provocação:
Eu sei que há quem possa responder com a devida competência! Provocação dirigida a ti, naturalmente, mas também aos nossos outros: Eduíno de Jesus, Urbano Bettencourt, Vamberto de Freitas, e…, e…, e, com etc. no fim, para não me virem dizer que não me referi a alguém que devia.

Conclusão antes das premissas:
em post um comentário tem mais hipóteses de ser visitado, além de que... esta lengalenga toda.
Não vou para o «comentários» de fim de postagens, onde vêm os teus, para que mais fácil seja que se vá ao que vens:
a ACOMPANHAR. 
Como é que consegues (alguém, dos muitos e muitos que…, pode fazer o favor de me ajudar a compreender?)?
A acompanhar, incrivelmente, o que te chega de todos os lados e pessoas diferentes, e também a fazer-nos rir e sorrir, uma das artes que magistralmente cultivas.
Esta, de uma grande actriz, de um grande queijo e dos nossos grandes poetas, na nota do DN, fez-me sorrir, e também respeitar muito o que acontece.  Sorrir, mas sem deixar de ver como é. Quem é pessoa culta, é mesmo. Quem não é, por mais que se faça, não devia permitir-se-lhe que guiasse os cegos, multiplicando a ignorância.

Aproveito para acrescentar que sobre as «brigas» não há muito mais a contar. Vai à página 16 do Papel a Mais e depois à página que se segue à 188,  em que terminas e assinas o teu texto nesse mesmo livro.
Sabes tu e sabem muitos dos que o conheceram que Armando Côrtes- Rodrigues era de uma grande riqueza de aparências, de personalidade, de criatividades, de dedicações e devoções,  de gestos e atitudes, de prazeres e ascetismos.
A primeira marcante aproximação pessoal: uma colaboração no nosso jornal Euntes. 
Em 1959, como bem te lembras, lá comecei os meus anos de Ponta Delgada, sendo que os primeiros deles a morar na Rua do Frias/Rua Manuel Augusto do Amaral, poucas casas mais abaixo da dele, o nosso grande poeta,  que ficava/fica quase ao cimo dessa bonita rua.
Logo aí…
E como ele era muito crente e nessa altura frequentava por vezes diariamente a Igreja Matriz onde eu prestava serviço…   
Mais do que eu, prestou-lhe assistência o meu colega Aristides Zacarias, já falecido aí desse lado do teu «rio atlântico» para onde acabou por emigrar. Uma admirável e devotada assistência, e é bom poder dar este testemunho.

Fui sempre aquilo que tu sabes, e nunca por modo de satélite andei à volta dos deuses. O respeito tem de ser mútuo. O que perdi ou ganhei com ser assim? Não faço essas contas. Talvez tenha perdido mais do que seria equilibrado perder, mas…
Quando sai Passos de Viagem não é que o nosso Poeta e Mestre o agarra e…
Já leste a tal  página 16 onde só não se diz que a comoção do nosso poeta também os seus olhos a sentiram porque… Como foi que eu soube? Não apenas por quem me disse, mas porque ele a partir daí passou a sempre que nos encontrávamos insistir na conversa sobre as minhas responsabilidades.
E eu? Fugidio, fugidio…!
Julgava-me necessitado de muito mais amadurecer para conversarmos como ele estava a dar-me a oportunidade, aguerridamente, sobre o que da sua autoridade e do seu mérito nos poderia oferecer para a renovação em que estávamos empenhados, muitos de nós, a nova geração.
Perde-se muito por esperar, às vezes… Noutras vale a pena. Por isso repito a pergunta do post de ontem, que há-de ter seguramente… :
Autonomia sem separatismos é do que hoje vão fazendo as ilhas a sua história política. E a sua política literária como vai?
L. V.

1 comentário:

  1. A provocação foi essa: trazeres do teu livro algumas coisas para aqui porque lá só quem tem exemplar pode ler. E estórias com Côrtes-Rodrigues não são de se perder.
    Como é que consigo? São 5:23 da manhã e o dia começa cedo.
    Abraço do
    onésimo

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