sábado, 8 de outubro de 2011

NOBEL DA LITERATURA 2011–Um poema em antologia inédita de Silva Duarte

QUADRO DO TEMPO

O mar de Outubro brilha frio
com sua barbatana de miragens.

Nada fica que recorde
a alucinação branca dos regatos.

Luz de âmbar sobre a aldeia
e todos os sons em voo lento.

O hieróglifo de um ladrilho
pintado no ar sobre o jardim

onde a fruta amarela engana
a árvore e se deixa cair

   TOMAS TRANSTÖMER
 In
Poetas Suecos,
Antologia em versão directa de Silva Duarte
(Inédita)

Nota:
Com muito gosto aqui se possibilita, aos bons amigos que abrem chapeuebengala, a leitura deste poema.
Gosto acrescentado seria  ir além da divulgação aqui desta tradução e poder facilitar, e em especial a quem viesse a interessar-se pela sua publicação, a leitura da antologia em que está integrada e de muito mais da obra inédita de Silva Duarte .
Ver em http://nestahora.blogspot.com/  um outro poema do Nobel de 2011 e... ficar a sentir que ...
Pois! É, útil, apesar de tudo, o Nobel, e não só para o premiado e seus editores. Fica-se a pensar que o mundo em muito vai passando ao lado da nossa aldeia.L. V.

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