domingo, 2 de outubro de 2011

«O CALOR DA AMIZADE… NESTE ANOITECER»

Voltar aos dois post's imediatamente anteriores, não para retroceder e sim para avançar.
Antes, porém...

Não posso guardar só para mim esta preciosidade que ontem recebi. Tenho de aqui a oferecer a quantos me acompanharam com simpatia na evocação do 30 de Setembro do querido amigo e mestre A. da Cunha Oliveira:
Manuel, meu querido Resendes Ventura,
Já não tenho coração que suporte, sem lágrimas, o calor da amizade
daqueles que, hoje Homens, como tu, enquanto rapazes, me ajudaram a ser Homem.
Nada me devem que antes o não devesse a vocês.
Perseveremos neste anoitecer de uma fraternidade e comunhão sonhadas, que os "santos" não compreenderam nem compreendem.
Artur


A quem leu a citação do prefácio de A Cidade e a Sombra, perguntarei se, como eu, também sublinhou, da entrevista de Eduardo Jorge Brum a Onésimo Teotónio Almeida, esta passagem:
E, no entanto, esses autores são pouco conhecidos no Continente (para não falar no mundo lusófono). Claro que seria possível alterar pelo menos um pouco este estado de coisas. Há planos nesse sentido que são eternamente adiados. Quer-se sempre achar a solução ideal e, como ela nunca chega, nada se faz.
 http://www.mundoacoriano.com/index.php?mode=noticias&action=show&id=170

Gostava de levar até muito longe esta conversa do nosso Onésimo, mas não agora. Apenas apontá-la para a dita citação de A Cidade e a Sombra e fazer de conta que sei quantos anos passaram de 1954 a 2011. É bom, isso de fazer de conta!...

Silva Grêlo não voltou a aparecer com mais nenhum livro de poesia. Razões? Há factos que dizem mais do que as razões. Mas os livros recentes de A. Cunha de Oliveira, esses posso abri-los e encontrar imensas passagens que…
 
De
Um Novo Conceito de Europa e Outros Ensaios
(A Casa Encantada – Publicações, Angra do Heroísmo, Maio de 2009, pág. 165):
Nos Açores, por via do relativo isolamento a que estiveram sujeitos durante séculos, foi aí que se conservaram, mais que em nenhuma parte da terra continental portuguesa, algumas características do homem português de Quinhentos. (…) Os Açores foram e de certo modo são ainda uma das parcelas mais genuínas do mundo português.

De
Jesus Profeta do Islão e Outros Ensaios (A Casa Encantada – Publicações, Angra do Heroísmo, Dezembro de 2009, pág. 292):
Fora do campo da cultura (…) pouco é o que podemos e devemos fazer contra o rolo compressor da globalização. Não tenhamos ilusões quanto ao resto, de que já não somos senhores. No vasto campo da cultura ainda temos algum poder. (…) Mas, infelizmente, não vejo para aí voltados grandes esforços, quer da parte das entidades oficiais, quer das particulares.

Vai ser imperioso, estou em crer, que aqui voltemos com A. Cunha de Oliveira. Os seus dois novos livros! Os seus dois novos livros! Que venham quanto antes!
R. V./L. V.

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