segunda-feira, 14 de novembro de 2011

ATÉ À PRÓXIMA SEGUNDA-FEIRA NO «ENCONTRO LIVREIRO»

http://cadeiraovoltaire.wordpress.com/2011/05/23/livraria-esperanca-funchal/Funchal, 20 mai (Lusa) -- Com uma área de 1.200 metros quadrados, a histórica Livraria Esperança, no Funchal, é a segunda maior do mundo e o dono, Jorge Figueira de Sousa, costuma dizer que tem 165 anos de experiência no negócio dos livros.
*** Ana Nunes Cordeiro, da Agência Lusa ***
http://sicnoticias.sapo.pt/Lusa/2011/05/20/reportagem-livros-madeirense-livraria-esperanca-a-segunda-maior-do-mundo
I – O TEXTO POR INTEIRO
Funchal, 20 mai (Lusa) -- Com uma área de 1.200 metros quadrados, a histórica Livraria Esperança, no Funchal, é a segunda maior do mundo e o dono, Jorge Figueira de Sousa, costuma dizer que tem 165 anos de experiência no negócio dos livros.

Herdou a livraria do avô, Jacintho Figueira de Sousa (1860-1932), que a fundou em 1886, altura em que foi o primeiro espaço dedicado exclusivamente à venda de livros na ilha da Madeira, onde até aí os livros eram comercializados, por exemplo, "em lojas de fazendas, que tinham um armário com uns livrinhos, e assim faziam", relatou hoje à Lusa o proprietário, de 79 anos e uma vida dedicada aos livros.

Somando a experiência do avô à do pai, José Figueira de Sousa (1899-1960), e à sua, o atual dono da histórica livraria afirma, a brincar: "Tenho 165 anos de prática de livraria -- 50 do meu avô, 50 do meu pai e 65 meus".

A livraria divide-se por dois espaços na mesma rua, em frente um do outro, em edifícios com 250 e 350 anos, e o que a distingue das outras é o facto de todos os livros estarem expostos, suspensos de molas, enchendo estantes e paredes até ao teto, em mais de 22 salas, dedicadas a diversos temas, num total de 106 mil livros, todos diferentes e todos em português.

"Há livros infanto-juvenis, romance, teatro, poesia, enciclopédias, livros de viagens, de história, economia, direito, religião, filosofia, culinária... nem tenho presentes os nomes de todas as secções", admitiu.

"É verdade que eu tenho 106 mil livros, mas mais de metade é lixo. Lixo, no sentido de que são livros desconhecidos. Somos a única livraria de fundos do país", observou, classificando os clientes que lá vão ou que lhe fazem encomendas via internet como "leitores de classe média alta, leitores especializados" -- aliás, tal como os ladrões que muitas vezes lhe assaltaram o estabelecimento.

"Não eram ladrões de galinhas, não... Eram ladrões cultos", comentou.

Todos os livros que estão disponíveis na Livraria Esperança têm registo informatizado e Jorge Figueira de Sousa recebe semanalmente um relatório com o número de visitas do site e a sua localização geográfica.

"Recebemos cerca de 600 a 700 visitas por semana de todo o mundo, desde o Japão e vários outros países asiáticos, aos Estados Unidos, Brasil e toda a Europa", sublinhou.

Na página da livraria centenária (www.livraria-esperanca.pt), os livros podem ser pesquisados por título completo, uma palavra do título, autor, um dos nomes do autor, por género, por coleção ou por editora.

"Distribuidora é que não, que é para ninguém ficar a saber onde é que eu os vou buscar", declarou, mostrando que uma das coisas que a sua experiência lhe ensinou é que o segredo continua a ser a alma do negócio.

ANC.
Lusa/fim

II - E O FUTURO EM OUTRO TEXTO
«Não tem descendentes. A livraria pertence apenas ao sr. Jorge e à sua esposa, que não querem que aquele projecto termine quando eles já não estiverem por cá. Por isso, em 1991, conseguiram criar a Fundação Livraria Esperança, Instituição Particular de Solidariedade Social, declarada de Utilidade Pública. O objectivo desta fundação é que metade dos rendimentos da livraria serão para oferecer livros às crianças da Madeira e do Porto Santo, “para fomentar hábitos de leitura”.
Uma política que inseriu na Livraria foi a de não ter empregados mas sim “associados”, que ganham o seu salário e, no fim do ano, metade dos lucros é para distribuir “por quem trabalhou”. Está sempre à procura de colaboradores, refere. Jorge Figueira de Sousa diz que “quando eu for embora, não preciso de lucros nenhuns” daí apostar e manifestar “Esperança” naqueles que ficarem…»

Paula Abreu, Jornal da Madeira, 19-II-/2005

III – ADMIRAR E RESPEITAR
Alguns amigos que visitam este
«chapeuebengala» preferem ler nos «endereços» e outros antes aqui. Por isso este post é assim. Na expectativa de que satisfaça alguns pedidos de informação.

Confesso,  é com imenso gosto que se agradece às respectivas autoras esta informação e se vem divulgá-las.Quem ainda não tinha dado pela singularidade da Livraria Esperança e da respeitabilidade do ilustre casal que a manteve e lhe deu e continua a dar vida, sem concessões à idade, a partir de agora, da feliz comemoração na próxima segunda-feira, dia 21 do mês corrente, dos oitenta anos do livreiro Jorge Figueira de Sousa, estou certo de que não se cansará de admirar e respeitar.

Ao endereço do Encontro Livreiro, a esse é que vou pedir que ninguém deixe de o abrir: http://encontrolivreiro.blogspot.com/
«No mundo dos livros estamos todos, do escritor ao leitor: Gentes do Livro!»
L.V.

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