terça-feira, 29 de novembro de 2011

«PALAVRAS DEMAIS»?! «SENTIMENTOS DEMAIS»?! Não neste livro!

Onde fui avistar «o céu de Calar Alto» foi assim aqui : http://www.astrosurf.com/joseribeiro/pcalar.htm.
Fui «Com Job» «e estamos, se possível, ainda mais sós / sem forma e vazios» (Págs. 44 e 45).

«Com algum grau de abstracção e sem plano rigoroso»(pág. 11), voltei, pois, a Como se Desenha uma Casa o novo livro de poemas de Manuel António Pina.

Que me diria a mim mesmo se não voltasse?
E o que direi a quem está considerado, consideramos ou se considera um leitor de poesia e se calhar até…, se calhar até é um conhecido poeta ou tem este e muitos outros títulos literários, digamos, todos os de pessoa culta e devotada a livros e letras, mas que não se dispôs a correr atrás da notícia de que este novo livro de Manuel António Pina já está à sua espera na livraria?

O que direi?
Nada! Não direi nada, a cada um a sua liberdade, volto é a abrir o livro e gostaria, mas não o vou fazer, e o que digo é somente que gostaria de comentar, «com algum grau de abstracção», este poema da pág. 28 em que leio: «os meus livros desesperarão».

Este post?!
Não, não é propaganda.É prazer!
E não é vontade de vender?  Vender, evidentemente! E quantos exemplares?
Para quê estar plantada na cidade uma livraria se é para enfeite, como as laranjeiras em frente, as suas laranjas caindo no chão, ainda por cima um chão impermeabilizado?
L. V.

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