sábado, 31 de Dezembro de 2011

Com O CALAFATE e o BOCAGE ainda em 2011

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http://aeiou.escape.pt/cartaz/exposicoes/antonio-maria-eusebio-calafate-entre-monarquia-republica-2156333
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B3nio_Maria_Eus%C3%A9bio

Acaba o mês e acaba o ano: é 31 de Dezembro. Em Dezembro é sempre assim, mas só em 2011 é que o ano que acaba é o do 1.º centenário da morte de um dos maiores poetas populares portugueses, o setubalense António Maria Eusébio, conhecido, por via da sua efectiva  profissão, por O Calafate.
Um poeta popular que terá sido, de entre todos os outros poetas que celebraram o Bocage, o que mais o terá celebrado, talvez. Pelo menos um dos que mais.

Estou a contar cerca de uma dúzia e meia de composições, enversadas entre 1871, quando foi das festas da estátua do vate,  e 1911, ano em que faleceu o poeta, aos 91 anos, a 22 de Novembro.
1911, as festas do 15 de Setembro, com a jovem República Portuguesa - um Teófilo Braga naturalmente e como bom exemplo - a querer vingar-se de não ter protagonizado a comemoração do centenário de 1905.

Bocage faleceu a 21 de Dezembro de 1805. A 15 de Dezembro de 1819 nasceu O Calafate.
Por isso sente este, O Calafate, que Dezembro os aproxima muito pessoalmente os aproxima , aos dois setubalenses poetas:
Sou velho, mas apareço
Ainda me não escondi.
Tu desceste e eu subi
Cada qual por sua vez:
Neste memorável mês

Tu morreste e eu nasci.

Próximos por isso e também pela terra natal, naturalmente:
O
cantar foi o meu vício
E numa obra que eu fiz
Há um letreiro que diz:
Bocage foi meu patrício.

E esta assim? Esta aproximação?:
Alguém me tem comparado
Co’o nosso poeta Elmano
O que é para mim engano
Pois onde tenho estudado?
Eu já tenho perguntado
Quem foi ele e quem sou eu
Que merecimento é o meu?

Vasta recolha existe dos «versos» de O Calafate e a diversidade dos seus temas, em especial os de crítica social, são uma delícia.
E lê-los? Foram muito lidos, neste ano centenário que hoje acaba, «os versos» de O Calafate?

Uma pequena brochura, com todas as pequenas obras preciosas dedicadas ao Bocage pel’O Calafate, e lida, muito lida pela população, em larga escala...
Era!
Era se…

Por ser poeta foi pobre
Ser pobre não é defeito
Se o vulto é de respeito
Bocage foi homem nobre.

Nobre é a cidade que conhece os seus ilustres, os honra e deles se honra.
E?…
Não sei…  Mas não estava a sentir-me bem comigo por tanto desejar e ainda não ter conseguido trazer para aqui um apontamento, ainda que assim mínimo, dedicado a este poeta popular setubalense que tanto admiro: António Maria Eusébio, O Calafate.
L. V.

1 comentário:

  1. Desconhecia de todo e fiquei com vontade de ler mais.
    Abraço.
    onésimo

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