segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

O que lemos na LER é «UMA SÓLIDA E GENUÍNA LIÇÃO DE SOLIDARIEDADE»

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Ver:
- « Ler, Dezembro de 2011, nº 108, p. 2: João Pombeiro, in ‘Editorial’».
- http://encontrolivreiro.blogspot.com/

2
Se não me curvasse em muito respeito perante o que vem escrito na primeira pessoa por João Pombeiro no editorial da revista Ler – Livros & Leitores deste mês de Dezembro de 2011, perderia todo o direito de voltar a manifestar o meu empenho nas causas do livro, da leitura, das livrarias e dos livreiros. Esse direito prezo-o.
Este é um daqueles casos em que a uma culpa se deve aplicar a consagrada fórmula: «feliz culpa!».

3
A esta referência de João Pombeiro à homenagem que umas centenas de pessoas quiseram para o «Livreiro da Esperança», Jorge Figueira de Sousa, na feliz passagem dos seus oitenta anos, ajustam-se inteiramente estas palavras que dela copiei para título deste post: «uma sólida e genuína lição de solidariedade». Estamos de acordo, creio eu, todos os que subscrevemos a «Carta Aberta».

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Genuína, porque não parte da cena final.
Esperara para ver, como sabemos que outros fizeram (embora não se possa  saber).  
Acabando por ver que era «um gesto que nos deve comover», fazia-lhe referência, respeitando, sim,  mas em estilo de repórter, não neste, tão pessoal e genuinamente solidário. 

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Sólida, porque se afirma como desconfiança antes de vir ao convencimento. Nada mais comovente para quem à partida se arrisca a lançar uma qualquer iniciativa cuja eficácia depende da pura liberdade de outras pessoas do que este reconhecimento de quem partiu da desconfiança.

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Daí vem uma comovente e sólida lição:
vale a pena acreditar, porque são muitos mais do cremos os que preferem o melhor.
Em muitos casos e causas bastaria que…  

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Comovente, disse. Mas o mais comovente é João Pombeiro, na sua responsabilidade de director da Ler, vir apresentar-se como testemunha de que na iniciativa transpareceram, acima de qualquer outro sentir, um empenho e um gosto muito humanos  em que o Sr. Jorge Figueira de Sousa se surpreendesse e se sentisse feliz com este modo de festejarmos os seus anos, nós, todos os que de um ou outro modo nos entendemos como «Gentes do Livro», não querendo agora discutir o conceito, e que assim quisemos, por nossa assinatura numa carta, levar-lhe o nosso respeito, carinho e reconhecimento.

8
No dia 21 de Novembro de 2011, a meio da tarde, a voz do livreiro Jorge Figueira de Sousa, o Livreiro da Esperança, como já foi e será definitivamente distinguido, era, de facto,  a de uma pessoa feliz, de uma felicidade espontânea, transparente, simples e natural. Nenhuma melhor compensação seria tão preciosa para quantos acrescentámos um bocadinho de alegria à festa que sempre seria a passagem do seu 80.º aniversário. De novo estamos de acordo, creio eu, todos os que…

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João Pombeiro, director da Ler: «uma genuína e sólida lição» de um criador de opinião com responsabilidades no Mundo do Livro.
Aprendida por a quem ela chegou e deve chegar?
Aprendida para levar a quê?

Livreiro Velho

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