sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

TAMBWE - A UNHA DO LEÃO: o meu desejo de novamente no próximo sábado sentir que.. (II)

Kalil Gibran, Mário Cesariny, José Saramago, Egito Gonçalves, Virgílio, Horácio, Xerazade (Aladino), Paul Éluard, Salviano, Horácio, Álvaro de Campos, Mário Cesariny, Giordano Bruno, Rudyard Kipling, Castélio, Fernando Pessoa, albo lapillo (mármore?).

São dezassete, estas epígrafes, por ordem de capítulos, os dezassete capítulos.
- Porque as menciono?
- Porque Tambwe é um romance em que estas epígrafes aparecem porque se sentem justificadas pelos sentimentos, dramas, discussões, utopias, crimes… 
Pela louca confusão em que se afundou a Angola paradisíaca que o era para muitos dos que lá viviam, por via das guerras anti-coloniais e/ou fratricidas...
A louca confusão em que para sempre se afundaram existências nascidas para o melhor de ser, vivendo verdadeira vida numa terra que era a Terra e numa Humanidade que era humana.

Eu não conto. Em vez disso, estou agora a ouvir, enquanto escrevo, a Sinfonia n.º 1 de Brams, depois de, enquanto relia o capítulo 7, «Aldeia dos homens mágicos», ter ouvido a Sinfonia n.3 .
Parei esta escrita e, ao mencionar este capítulo, voltei ao livro e vou propor, a algum amigo que neste me fale, que quando o ler, chegado ao centro e quase ao meio do volume, antes de entrar na «aldeia dos homens mágicos» volte ao capítulo 2 e apanhe o herói em Paris, na página 40.
De regresso pode então e também, se quiser, ouvir a Nº 3 de Brams.

Estou pedindo ao tempo um pouquinho mais de tempo para o gastar nesta «aldeia.» 
- Porquê tanto reler?
- Não. Não é para aqui, não tenho que estar a apresentar o que vai ser apresentado. Os amigos que me estão a ler, se na tarde de amanhã, sábado, vierem passar a tarde connosco, poderão fazer a pergunta à competência do Dr. Gandra, que gentilmente tomou a seu cargo a apresentação do livro. E/ou, evidentemente, também ao autor, António Oliveira e Castro.

- E aqueles que não puderem participar na sessão?
- Se quiserem podemos voltar a conversar, mas sempre lhes digo que gostaria de que não antes de lerem este capítulo, um capítulo que tem princípio e fim em si mesmo, tanto que…
Vem à cabeça cada uma!

Não me lembro de antes me ter apetecido ser tradutor de um livro. Com este texto, pela primeira vez… 
A mim que sou um zero em línguas!

- Como assim?
- A esta pergunta já posso  responder. Já quando…, sorri de mim para mim. Novamente estou a sorrir agora, ao contar.
Sendo que não posso ser o autor deste texto, pois já aqui está e, definitivamente, nunca o poderia escrever eu, porque uma experiência de vida pode valer uma ficção, mas não pode ser por ela traduzida….

Ser o tradutor dar-me-ia a liberdade de entrar neste texto de um modo muito interior a ele. De algum modo talvez o sentisse como escrita também minha. E teria nisso muito orgulho. E em qualquer língua que fosse publicada e lida esta peça literária que se intitula «A aldeia dos homens mágicos».

Agora já posso continuar. E irei até quando em Tambwe se voltar à Sinfonia Nº 3 de Brams. Nessa altura já o «tambwe» estará em poder de Afonso, o filho. Desde o que ao herói aconteceu em seu vir a este mundo, no capítulo 7, que «a unha do leão» o tinha acompanhado.
L. V.

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