A sessão na Culsete de apresentação de Tambwe será, então, já no sábado, está devidamente anunciada, o convite está feito, a notícia e convite atempadamente disponíveis para pública atenção.
Não me dispenso, porém, de os trazer para aqui hoje e de voltar ao livro, já voltei, nestes últimos dias de preparação da sessão.
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A notícia:
«No próximo sábado, 3 de Dezembro de 2011, pelas 16h, António Oliveira e Castro, personalidade muito conhecida na nossa cidade, estará na Livraria Culsete com o seu novo romance Tambwe – A Unha do Leão, a partir do qual se estabelecerá um agradável convívio com amigos e interessados no tema do novo livro.
Tambwe – a Unha do Leão é outro regresso a Angola. Quem leu o anterior livro deste autor, A Especiaria, vai, porém, verificar quanto este romance é bem outro.
A guerra da independência de Angola teve uma variedade muito grande de participantes: na já vasta literatura sobre a chamada Guerra Colonial em Angola, as personagens, os lugares e os episódios com que António Olivreira e Castro construíu este seu Tambwe – a Unha do Leão não são comuns.
Será uma tarde literária em que faz todo o sentido participar, pelo romance, pelo tema, pelo autor e pelos intervenientes nesta apresentação de Tambwe –A Unha do Leão».
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O convite:
«A Culsete
tem o prazer de convidar V. Ex.ª para a apresentação do livro Tambwe - a Unha do Leão, da autoria de António Oliveira e Castro, que terá lugar no dia 3 de Dezembro, pelas 16:00 horas, no espaço da livraria.
A apresentação da obra estará a cargo de Fernando Gandra.
Participação do ator José Nobre e do saxofonista Rafael Lopes».
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Como disse, voltar ao livro, já voltei, nestes últimos dias de preparação da sessão, de modo a contribuir, por pouco que seja, dentro do meu possível e na medida do útil e agradável, para que aconteça o que tantas vezes, por dezenas de anos, nesta livraria aconteceu: «gente feliz», a começar pelo autor do livro, o livro revelando-se, seduzindo, centro das atenções.
E vendas? As que as pessoas quiserem, nem mais nem menos. E querem tanto mais quanto melhor o livro as tiver seduzido. Quermesse ou simples cedência de espaço é outra ideia, em si respeitável, mas não é bem esta.
É pena quando se vende menos do que era de esperar. Mas seria muito pior, isso é que seria mau: desaprender uma teoria e abandonar uma prática de animação de leitura que, nunca o esqueço!, foi subtilmente descoberta, na sua simplicidade, mas eficácia de regras, por Manuel Dias de Carvalho, um filho de Setúbal e um dos verdadeiramente ilustres editores portugueses do século XX. Inverno de 1989. Não nos devia ter deixado tão logo a seguir.
Sair de casa e ir aprender com quem soubesse mais e fizesse melhor animação de leitura. Ainda em anos setenta e entrando pelos oitenta. Lisboa muito. E, por recomendação, ir até Salamanca. Sim senhor, aí valeu a pena. Mas não por aprender mais, foi pena, mas por confirmar o que tínhamos alcançado e por delícia de ver o que, com meios, alcançar se podia.
Tenho pena de que não tenha sido levado em conta este aviso no post de domingo, dia 27 p. p., sobre a sessão do sábado, dia 26, com Miguel Real:
«Aviso:
Isto é vaidade e orgulho.
A quem leva a mal pede-se que não prossiga».
Que me fica mal o orgulho? E a maneira pouco respeitosa de se vir meter comigo quem prosseguiu depois de ler o meu pedido? Nenhum amigo levou a mal. Embora de porta aberta, é para os amigos, sobretudo e quase só para os amigos, localizados ou não, que faz sentido manter este blogue.
Se calhar hoje devia ter repetido o aviso para que…
Mas, se dantes não resultou, valeria a pena?
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Agora estou a desejar voltar ao livro, em especial ao que nele já me apanhou. Espero ainda vir dar conta aqui e antes de sábado de alguns porquês de ter-me obrigado a ler algumas passagens uma, duas, três vezes.
Com licença!
L. V.

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