sábado, 28 de janeiro de 2012

POR-ACASOS

EREMITÉRIO ARRABIDINO
clip_image00211_thumb_thumb1«Sem ter já que esperar, nem que perder» (Frei Agostinho da Cruz)
ROTEIROS
erguem-se as velas
abre-se o mar
e a quilha embebe
o olor de sal

ó porto que me fitas e me segues
plasma no meu o teu olhar confiante

ó onda buliçosa de aventura
fica-te em mim passando além rochedos

no rítmico ranger dos cabos tensos
repoisa o ouvido atento
ao tropel de singrar

a viagem fez-se
menino em teus braços
e adormeceu
quando tu partiste nela

R. V. (M.P.)
Ponta Delgada
Maio.1960 


P. S. 
Abrir por acaso e ao acaso a bonita brochura. Após tantos anos
tudo mudou e nada mudou.
L. V

1 comentário:

  1. Inquietação tão límpida de ontem, marulhar de águas íntimas ainda hoje. Para escutá-las basta poisar o ouvido atento, suspender a estridência do mundo.
    Abraço

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