sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

SE(S)…

EREMITÉRIO ARRABIDINO
clip_image00211_thumb«Sem ter já que esperar, nem que perder» (Frei Agostinho da Cruz)
«NOUTRO TEMPO
QUANDO EU EXISTIA»

Um comentário excepcional* convida a um post e a que seja um post de excepção, isto é, ao mesmo nível. Sem que pretenda atingi-lo, a este merecido nível, posso à mesma dar conta do quanto me disse o brincar e não-brincar de Eduíno de Jesus? O seu falar do fazer anos e do que em hoje fica por fazer, sem que seja adiável: «tem mesmo de ficar por fazer, não o posso guardar para amanhã»

Ao fim de fazer anos um a um, como o nosso amigo Eduíno teve a prudência de
ir fazendo os seus bonitos oitentas (devagar se vai ao longe!), ou três a três, como me comprometi a viver os meus quando tinha onze anos (nem dois a dois me contentaram, afinal!), o que nos vai acontecendo?
O que dia a dia vai ficando por fazer,
ao não ser possível guardá-lo para amanhã, dá um viver de não fazer.
Amanhã!...

E recorda-se um tempo em que se fazia o que se fazia e em que se vivia em um mais fazer que se faria por haver amanhã!

O mesmo amigo, amigo comum,  terá sido quem, estou lembrado, aqui há uns tempos deu motivo para uma mensagem que também eu li e de que fixei este modo de fazer referência à vida vivida:
«noutro tempo, quando eu existia».
Pergunto: apenas à vida vivida ou também uma referência ao modo de sentir a vida em hoje?
O «existia» só é dizível em hoje, isto é, quando ainda se existe, por consciência da inexistência de amanhã, de mais um amanhã, um que seja. A existência mais devendo afirmar-se por força de ser projecto do que por ser presente, mesmo que presente ainda em força?
«Quando eu existia»!
Amanhã!?
Isso foi ontem!
«Noves fora»?… 

R. V.
*Cf comentário ao post imediatamente anterior, o de 18.01.2012.

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