sábado, 11 de fevereiro de 2012

A MONTE E À TOA - VI


QUE ESTA NOITE O SILÊNCIO…
«até onde me lembro o inverno é triste» poetou naqueles dias o miguel de castro e hoje repito como de há muito muitas vezes repito porque me ficou no ouvido fazendo crer que talvez em si mesmo seja triste o inverno embora para mim nem sempre tenha sido e hoje mesmo tenha visto duas crianças brincando e sorrindo em alegre expressão de felicidade

quem vai por nós fechar portas e janelas à frieza que vem para morte ao corpo a que o inverno apontou uma luz desamparada

nesta mesma noite vai esta frieza sem alma matar mais alguém e saber-se-á nas notícias de amanhã ouvidas que serão por quem não terá morrido nesta vaga de mortes nem talvez se interrogue sobre se para si há perigo de…

já não sei perguntar porque todas as respostas apenas ecos das perguntas mascaradas pelos nossos desejos de paz em segurança

no regresso foram a mão de um inverno que afoga a vida e a tais respostas a noite a si se prefere num silêncio de esquecimento que assossegue as expectativas

V. L.

Sem comentários:

Enviar um comentário