quinta-feira, 1 de março de 2012

«CONFUSO MUNDO»



Sempre por sempre os livros!...
Ir passando os olhos pelas novidades de início de ano dá sempre para ver o que ainda não nos apanhara e neste caso de hoje foi a antologia da Lírica de Luís de Camões de Maria Vitalina Leal de Matos
(Caminho, Janeiro, 2012).






«Confuso mundo»
para aqui vem da primeira quadra do soneto
«Verdade, Amor, Razão, Merecimento» (pág.166).
Releio todo o profundo soneto e depois também este comentário, na página seguinte:
«o último verso surpreende, propondo uma resposta da ordem da fé, já que todo o soneto colocava a questão no nível puramente intelectual».

Depois de hoje ter voltado à Nova Teoria do Mal de Miguel Real, acabo, agora mesmo, por consolidar o propósito de escrever duas ou três linhas a partir da «Conclusão» deste livro que tem que se lhe diga, tendo por certo que não é preciso dizer que escrevi aquelas duas linhas ao acabar a leitura da revoltada «Apresentação».

Soneto e comentário agora lidos e o dito propósito a consolidar-se sob um tilintar de três palavras: descrença, convicção e crença.
Entre aquilo em que se crê e depois se descrê as convicções deixam intacta a necessidade de uma crença que sustente o pensamento, o sentimento e a acção.

«Será que alguém vai, em
descrente,  a melhor
descobrir-se em crente
Há sempre uma pergunta ou que se não chega a atender ou a que se não sabe responder.

O tanto que há por saber, «não o alcança humano entendimento».
«Doutos varões darão razões subidas,/ mas (…)// Cousas há i que passam sem ser cridas/ e cousas cridas há sem ser passadas».

L. V.

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