domingo, 18 de março de 2012

«A OBSESSÃO DAS LIVRARIAS» E «A DIFÍCIL ARTE DA IN(ter)DEPENDÊNCIA»

image

Livrarias, assunto em Março.
Mesmo que não fosse por obsessão, teria de voltar.
E cá estou.

«Livrarias – A difícil arte da independência», o título e as palavras de encerramento do dossiê do JL (n.º de 7 a 20 de Março), um dossiê no JL dedicado à actualidade das livrarias no nosso país, a reportagem limitada a dez livrarias, a Culsete entre elas, de fora ficando muitas das que num dossiê mais alargado seria impossível não aparecerem, dez, aqui, já não é pouco, mas…

Da reportagem da Culsete sublinhei «oficina de leitura» e nas últimas linhas carreguei no sublinhado: informação do III Encontro Livreiro do próximo dia 25. Porque também por isso, e muito por isso, «Livrarias, assunto em Março».

A circunstância do dossiê. Sensivelmente! O encerramento da Livraria Portugal abalou a sensibilidade das «Gentes do Livro» e com razão, a Portugal era a pequena-grande livraria portuguesa no mundo, também no mundo livreiro, quando nem computadores e nem ainda, sequer, o Catálogo dos Livros Disponíveis da APEL, valíamo-nos do valiosíssimo ficheiro da Livraria Portugal, aquela disponibilidade para informar um pequeno colega sensibilizava-o.

Não penso insistir com outros casos, só estes dois, para «livrarias, assunto em Março». O encerramento da Livraria Portugal deu muito mais que falar, a muitos, mas por agora…

Primeiro, já em post anterior a referência se fez, foi a Ler (n.º de Março) com Francisco Belard: «não tenho a obsessão das livrarias» e, melhorar ainda, logo adiante: «se o mundo e as vontades mudam, porque que é que não desaparecem tantas coisas cuja eliminação tornaria melhor a vida diária?» Belo! Cuidado, moscas!

Dias depois, então, o JL com o próprio José Carlos de Vasconcelos, no editorial, e, no dossiê, os jornalistas Maria João Martins, Maria Leonor Nunes, Carolina Freitas, Diogo Nóbrega e Marco António Vieira.

«A difícil arte da independência». Com que então, uma arte! Assim considerados artistas, que esperança os livreiros independentes podem ter de que a sua arte será devidamente apreciada por uma sociedade que tão pouca atenção lhe tem dado, mas que afinal até a reconhece?
Deveras!
Será agora que o assunto «livrarias» vai a estudo, investigação e perspectivação?
Bom!, isto por hoje…
Mas é inevitável prometer que volto.

Por obsessão ou por amor à arte?
Talvez por uma coisa e outra!

L. V.

Sem comentários:

Enviar um comentário