sexta-feira, 18 de maio de 2012

«O MELHOR DOS MUNDOS»

Quando e onde vais ter oportunidade de o ler? Até pode ser numas horas de viagem em avião, lá bem pelo alto donde se pode olhar a terra, o mar ou pelo menos as nuvens… Quando chegares à última página ou, ainda mais precisamente, à última linha do último texto do África Frente e Verso do nosso Urbano Bettencourt, vais dar com este verso: «E talvez seja este o melhor dos mundos».

É o melhor ou não? Não me passa pela cabeça imaginar outros para fazer a comparação. Basta-me esta certeza de que este nosso mundo não está como é, um paraíso!

Vai ao Porto em Agosto com o Urbano Bettencourt, passeia por aquelas avenidas onde ele encontrou pombinhos e turistas veraneantes e talvez também concluas que «talvez seja assim que tudo deve ser». Então acrescentarás esse outro «talvez» tão denso e desafiante: «E talvez seja este o melhor dos mundos».

Deixemos por agora a mitologia do paraíso terreal e voltemos a ler por inteiro o poema «Agostos». Talvez te impressione também a ti, logo mo dirás. A mim o que mais uma vez me impressiona é este ver através dos pombinhos e dos turistas nas avenidas do Porto, em Agosto de 2011, os cenários da guerra na Guiné Bissau, nesses seus últimos dois anos, de 1972 a 1974.

O que tudo isto contém de…!!!
Querer ler África Frente e Verso por respeito à verdade do mundo e das pessoas, da história do mundo e das pessoas.
E por este dizê-la em esmero de arte.

L. V.

O ESCRITOR
URBANO BETTENCOURT

APRESENTA

ÁFRICA FRENTE E VERSO

 

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MAR-A-MAR

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TARDE CULTURAL AÇORIANA NA CULSETE

MAR-A-MAR AÇORES-SETÚBAL

DOMINGO 27 DE MAIO DE 2012 16h

AVENIDA 22 DE DEZEMBRO, 23-A/B - SETÚBAL

1 comentário:

  1. Recebi-o ontem em Ponta Delgada directamente das mãos do autor e li-no na viagem para Lisboa, como tinha prometido.
    Um belo livro "com os pés no vazio para sempre", a tentar "mentir para comprar o sossego".
    Há que falar dele com mais vagar.
    Altamente justa a dedicatória e profunda homenagem que o autor faz ao Manuel Medeiros e família, estampada a todo o comprimento de uma página. A estreia do Urbano Bettencourt, com "Raiz de Mágoa", em 1972, teve o apadrinhamento decisivo do MM. Outros teriam já esquecido, o Urbano tem o condão de não saber (ou poder) esquecer. Por isso estas páginas sobre a guerra estão cheias de uma boa-vontade enorme de esquecer a "raiz de mágoa" deixada pela guerra de África todavia sem o conseguir. Ela salta-lhe por todos os poros em "frente e verso".

    onésimo

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