EM VERDE E MAIO A TERNURA
cuida de mim erva rasteira
se é só agora que to peço compreendo
quão orgulhoso fui e convencido
de senhor de mim em horizontes
e quão apesar disso humildemente
de me amparares sempre tu cuidaste
no abraço comum
da comum sobrevivência
renovada nos verdes de cada primavera
em mais esta e seu maio te acarinho
e os meus olhos que não brilham já
comove-os a ternura da grata convivência
cuida de mim erva rasteira
eu posso abandonar-me
mas nunca quererei
sentir-me por ti abandonado
em teu verde deposito em foz de mim
todo o crer com que me entrego
às certezas e esperanças
da vida evoluindo na mãe-terra
R. V.
Setúbal
Maio.2012

E o verde da ilha, meu caro, tem sempre tons tenros, o que pode bem ser uma gralha para ternos. É sempre a sua maneira de ter-nos e deter-nos nele.
ResponderEliminarAbraço.
onésimo