sábado, 11 de agosto de 2012

NESTA RODA ALARGADA DE AMIZADES




Ccordato da silva S(2)
Comentar comentários não é habitual e raramente é aconselhável ou apropriado, mas num caso assim, sob a epígrafe de «nesta roda alargada de amigos», não posso hesitar. Estes dois muito amigos, Maria João Ruivo e Onésimo Teotónio Almeida, merecem que venha dizer-lhes uma palavra sobre as suas referências ao nosso Cordato da Silva e já agora, por conexão, sobre aquelas com que provocam este R. V. que vai aqui lançando e assinando umas rodadas.
Só para facilitar:
a)Maria João Ruivo 9 de Agosto de 2012 22:38
Não conheço o seu amigo de quem fala aqui, mas já gosto dele, porque também não o deixa desistir. Tem toda a razão.
E desde quando é que o RV não tem nada para dizer?
Um abraço

b)11 de Agosto de 2012 13:35
Esse Cordato da Silva não devia estar bem acordado ainda quando disse isso. Ou então foi por saber que o RV é um provocador. Quis espicaçá-lo. Porque o RV, quando espicaçado, põe-se a galope e... adeus bengala e chapéu.
Abraço.
Onésimo

Como já desconfiava, conhecendo-o como conheço, Cordato da Silva não reagiu a nenhum de nós. Nem ao Onésimo, que muito bem conhece, nem à Maria João, a quem também ele não conhece, mas nem sequer a mim, que a esta roda o trouxe, ainda que em oblíqua maneira de o apresentar.
Confesso: dizer de um amigo, diante de toda a gente, com sinceridade e franqueza, que é um excelente amigo, soube-me mesmo bem! Quem tem a sorte antiga de ter bons amigos, bem pode citar ainda que de memória a tão velha quão preciosa sentença: «quem encontrou um amigo, encontrou um tesouro».
E é por isso que me sinto rico, eu que sou um pobretanas inveterado quanto à maior parte dos aspectos da vida em que se deve ser pessoa abastada. Ter um amigo que nos permite ser um provocador sem objectivos mais solenes do que conviver em boa companhia, é um belo privilégio.
Não creiam, amigos, que o nosso Cordato da Silva me quisesse apoucar com aquela de «és só mais um». O que ele é, é um excelente amigo. Não está para concessões. Lê o que escrevo? Não lê? O que ele quer é que não perca a noção de que a escrita tem, ao menos no caso deste seu amigo, uma relação estreita com a vida e o modo de a viver. Cordato da Silva, adianto desde já, não é um provocador. É um apaziguador delicado, com um cuidado exageradíssimo em pedir desculpa à mínima suspeita de que possa não ter sido suficientemente atencioso com quem quer que seja.
Desculpem lá, caríssimos, ter-vos assim aparecido sem chapéu, ao contrário do que esperavam. Na vossa presença é pelo respeito que vos devo que, por um momento, vou deixá-lo dependurado na bengala.  
A minha última intenção para hoje, ela aí vai: cumprir as ordens do querido amigo Cordato da Silva. Resultado à vista: palavrar, palavrar, palavrar sem nada a dizer!
R. V.

3 comentários:

  1. Então, se é assim, também eu venho palavrar sem dizer nada. A não ser que deixar um abraço seja mais do que paleio, porque é.

    Vai ele, o abraço, do

    onésimo

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    1. para um post em que se fala de amizade nenhum «seja» poderá discutir comigo a questão de um abraço ser ou não ser mais do que paleio... falo por mim e pelo nosso amigo Da Silva.
      e acrescento: prefiro um abraço de amor e amizade a ganhar um lugar no pódio dos jogos de importâncias da vida social...
      obrigado pelo teu abraço que bem sei que posso dividir com o nosso cordato.
      m.m.

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  2. É tão bom por vezes falar "sem dizer nada" como "Ter um livro p´ra ler e não o fazer". Depois, acabamos sempre por ler o livro e por dizer alguma coisa. Mas só quando queremos. Um abraço ao Rv, ao Onésimo e, já agora, ao Cordato, porque, amigo do meu amigo, meu amigo é.

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