quarta-feira, 12 de setembro de 2012

«EU SOU QUEM FUI» 18.IV.1842-11.IX.1991

URBANO BETTENCOURT            DSCF2680
O Gosto das Palavras I, página 65
Um homem lança a âncora, a semente, quem lhe poderá negar esse direito? Ou quem lhe poderá recusar o direito de fazer dum banco um barco e nele partir definitivamente (…)?

JOÃO DE DEUS             
Campo de Flores, 9.ª edição, página 331
NA CAMPA DE ANTERO DE QUENTAL
Aqui… jaz pó; eu não; eu sou quem fui…
Raio animado de uma Luz celeste,
À qual a morte as almas restitue,
Restituindo à terra o pó que as veste.

1 comentário:

  1. Por isso, RV, como conversámos há dias, os mortos não estão ali, na sua campa. Estão em quem foram e em quem amaram. "Luz celeste"? Isso não sei. Mas alguma forma de Luz, todavia, a lançar âncora enquanto cá houver ainda quem os amou.

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