segunda-feira, 10 de setembro de 2012

O EDITOR MANUEL HERMÍNIO MONTEIRO

60 ANOS SÓ HOJE…

E AINDA SERIA MUITO CEDO

PARA O PERDERMOS…

Para comemorar os 60 anos do nascimento do editor português Manuel Hermínio Monteiro, um dos casos de espantar no nosso mundo por ter querido e conseguido dedicar-se tão preponderantemente à edição de poesia e atingindo o sucesso que ainda perdura, desejei ir, por ler o prefácio do seu punho, ao, mais do que legado, monumento que concluiu à beira do fim e que é Rosa do Mundo – 2001 Poemas para o Futuro.

Esse belo prefácio ou introdução que tem por título «À maneira de uma cosmogonia», termina com esta frase, sem dúvida circunstancial, directamente referida «à Porto 2001/Capital Europeia de Cultura», mas…:

«Para nós foram um exemplo e a melhor demonstração de que lidámos com verdadeiros responsáveis culturais».

Peço que voltemos atrás para juntos lermos as primeiras duas páginas, a IX e a X e traduzirmos em ideia e sentimento estas extraordinárias palavras, de uma pureza de corrente na montanha:

«Ainda sabemos muito pouco da essência e do secreto milagre da Poesia. (…) Aspiramos o seu perfume e dizemos, que bom seria se ele desse uma volta completa e perfeita a este mundo.»

Desejava e creio que devia acrescentar de mais algumas palavras este post, mas estou comovido e, pronto!, fica em só mais isto: porque é que alguém morre assim, tão novo, com tanto para dar, com tanta falta que nos faz?…

Manuel Medeiros

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