sábado, 3 de novembro de 2012

EM outras minúsculas


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Foto FERNANDA PEREIRA

ilha pequena a do corvo
tão pequena a ilha o mar tão grande
e por que há-de a si chamá-la mais ainda
já tão sua inteiramente
no inteiro derredor da branca maresia

a ilha é sempre
uma ilha do mar
e sempre o foi
e sempre o sabe

R. V.

2 comentários:

  1. Acho que bastava essa foto e esses quatro últimos versos, assim em quadra pequenina do tamanho do Corvo. Não precisa muito para se chamar uma ilha, como não se precisa de muito para se chamar um poema.
    a.
    o.

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  2. caro Manuel:

    Senti que o teu verbo, qual arquipélago, voltava ao mar e ao rosário das ilhas, nesta amostra de ilhéu que é o Corvo.

    E descobri que naquela ilha havia o mar todo, como abraço e neste poema a contenção de querer dizer tudo e de o conseguires.

    Com um abraço enviado da distância do Pacífico, na presença do menino Apollo,o de olhos espevitados como quem procura.

    Esaú Dinis

    Esaú Dinis

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