terça-feira, 4 de dezembro de 2012

«A ÚLTIMA UTOPIA POSSÍVEL»: uns bilhetes de entrada nas «conversas transatlânticas com Onésimo» - I


clip_image002  clip_image001
A muita erudição de que precisa quem quiser entrar com autoridade nestas «conversas transatlânticas com Onésimo»…
Assim, em reticências de frase incompleta, iniciar uma série de bilhetes ao correr da leitura de Utopias em Dói Menor. Não por concessão à mania das reticências. Antes de mais para estar atento ao uso delas neste livro. A determinante intenção, porém, é mesmo sublinhar quanto a muita erudição de Onésimo Teotónio Almeida salta para a conversa. Num livro destes necessariamente. Todos os seus diversos interesses e preocupações de um intelectual de profissão e de um apaixonado homem de cultura.

Leitores como o nosso Onésimo não encontrei. Alguns parecidos, sim. E se, como livreiro a meu modo, me sinto feliz quando encontro um leitor de alto nível!
Tudo isto a levar para dois pontos prévios:
- quem no país é considerado um intelectual, se não se interessar pela leitura deste livro, só pode ser por uma de duas razões e qualquer delas a puxar para a perda dessa consideração;
- uma das conhecidas contribuições do Onésimo para o enriquecimento do diálogo intelectual é poder dizer, quando aparecem importâncias a descobrir a pólvora, que apenas estão a repetir ou por falta de erudição ou por desonestidade.

Em leitura seguida, após aquele meu habitual saltar daqui para ali, vou agora na página 120. Parei e saí para este primeiro de uma possível série de bilhetes, que inicio em proposta sem compromisso, nem comigo nem com ninguém, só por gosto, também por muita amizade e muito, muitíssimo, interesse. Ia em dizer que sobretudo muitíssimo interesse, mas não é bonito que a palavra interesse se sinta preferida à amizade, o que não significa menos liberdade de discutir, quando… Pelo contrário. Como me poderia imaginar em algum atrevimento de discussão a não ser com base na amizade? Não escrevo nem do alto nem do baixo da ignorância: nem presunções, nem modéstias. Do meio, isso sim, do meio da minha ignorância. Não por não ter pensado muito sobre algumas delas, no meio da imensa variedade de questões e situações que aparecem neste livro. É por causa da redução à insignificância que é obrigatória nas discussões que sem uma vasta erudição não são sustentáveis nem admissíveis.

Discutir, sim, mas documentadamente.
Utopias em Dói Menor dá para muito discutir.
Um voto: que de facto provoque muita discussão entre os intelectuais portugueses, não apenas os muitos que estão próximos e são grandes amigos do Onésimo, mas em geral.
Documentadamente!

Estou voltando à página 120:
Apanhei o gosto de me atirar directamente aos autores e esquecer uma pecha portuguesa de ler “livros sobre alguém» por pensar que…
E se o caso não for visto por esse lado?
Depois, então, discutir… 
Agora vamos é a ler o livro..., atirar directamente!
R. V.

1 comentário:

  1. A gerência agradece, reconhecida. E declara-se não responsável pelos exageros.

    Um abraço sem reticências do

    onésimo

    ResponderEliminar