quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

MAR EM SORTE - II

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Foto de SILVÉRIO MEDEIROS MACHADO – FAJÃ DO CALHAU

 

se um preso tem postigo por onde ver o mar nele vendo pelo que foi quem é deve proclamar que voltou ao paraíso terrestre

 

em livre ou em preso ao paraíso volta sempre neste vaivém entre paraíso e inferno  em que os normais destinos se fazem história pessoal e colectiva

 

ah! o tapete de pedras em calhau rolado sua perfeita forma e diverso volume a convidar para o momento de sentir como é liso e é sólido um corpo afeito ao conhecimento das ondas

 

se um preso tem postigo por onde ver o seu mar ao silencioso olhar responde partindo das pedras como sua vantagem

 

o marulho da paz que embala o sentir como a barco de vem e de vai que daquilo que é procura o destino em viagem por si

 

R. V.

3 comentários:

  1. Palavras como ondas, o marulhar das palavras, que bom, e tanto que eu gosto do mar. Palavras com maresia a ondular.

    Obrigada. Tão bonito.

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  2. "se um preso tem postigo por onde ver o mar nele vendo pelo que foi quem é deve proclamar que voltou ao paraíso terrestre"

    Se uma foto vale mil palavras, estas linhas valem o milhão de toda uma biografia.

    Um abraço do
    onésimo

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  3. "o marulho da paz que embala o sentir como a barco de vem e de vai que daquilo que é procura o destino em viagem por si"
    Mas o barco tem mesmo de vir e de ir, ou a ilha tornar-se-à uma prisão de mar. O destino tem de ser busca e viagem. Só em se realizando assim verá no "marulho da paz" o possível paraíso terrestre.

    Um beijo

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