segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

MAR EM SORTE

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Foto de URBANO BETTENCOURT – 9-DEZ.2012

 

não creio na sorte se soubesse o que por dentro isso é talvez cresse e até  me convenceria talvez talvez de que afinal a  questão relativa não era  sermos como somos em grande ignorantes do que vai acontecer

 

o tanto que nos vai obedecendo ajuda a não permitirmos que a ignorância use o seu nome e encobrimo-la em sorte muito mais do que o tanto à sorte confiando

 

depois que nos aconteceu o apagar dos faróis os dias do mar deveriam ser apenas de luz e brisas e não também de noite e ventos de rasgar velas e levantar as ondas de ir ao fundo

 

ao criar por viagem além-horizontes mesmo que o barco pequeno e o mar sem limites avistaríamos a ilha da paz e aí a luta com as mancheias de incerteza por sorte em sossego

R. V.

5 comentários:

  1. Isto é que é uma (bela) resposta imediata. Não tento escrever sobre as minhas fotos, pois há sempre um L.V/R.V. muito mais expedito do que eu.
    Obrigado e um abraço.
    Urbano Bettencourt

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    Respostas
    1. desculpa, caríssimo, não ter inscrito a autoria... e se possível esquece também a versão anterior do texto... por favor diz ao nosso onésimo e à maria eduarda que façam o mesmo e já agora quem veio ler... diz-me tu, porém, que tem mesmo justificação este pedido...
      abr
      mm

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  2. É uma foto magnífica e um texto com razões para estar inspirado.

    Abraço aos dois.

    onésimo

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  3. Imagem e palavras que (nos)tocam...
    Obrigada,vida,por nos mostrares almas assim.

    Abraço.

    Maria Eduarda

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  4. Será um lugar-comum o que vou dizer, mas a "noite e ventos de rasgar velas" não valerão também a pena? Nem que seja para podermos apreciar os dias "de luz e brisas", enquanto não vamos ao fundo.
    Abraços

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